NA GERAL
Complô contra os chorões
O técnico Vanderlei Luxemburgo é um dos melhores do Brasil, não há dúvida (ou há?). Porém, forma, ao lado de Emerson Leão, treinador do Santos, o grupo dos mais chorões do Brasileirão. Quando ganham as partidas, seus times foram os melhores. Quando perdem, invariavelmente a culpa é dos outros, não deles. Não, isso nunca. Bastaram duas derrotas seguidas para que o Cruzeiro entrasse em pânico. Isso porque a equipe ainda tem seis pontos de vantagem sobre o Santos, o que não é pouco. A derrota para o Inter no Beira-Rio, por 1 a 0, gol de pênalti, fez Luxemburgo ressuscitar fantasmas de todos os tipos. Até Gasparzinho passou por lá.
Acredita o nobre técnico que pode estar sendo armado um complô contra seu time. Não admite que o pênalti foi pênalti. Para falar a verdade, nem sei se foi mesmo. Agora, pênalti como aquele foram marcados aos montes pelos mais diversos juízes durante a competição. Mesmo assim, ninguém saiu por aí reclamando de complô.
Mas, quando é contra o time que está dirigindo, aí é armação, é favorecimento. Não passa pela cabeça dele que o erro, tão comum pelos gramados brasileiros, também pode ser cometido contra o Cruzeiro. Luxemburgo deve ter síndrome de perseguição.
- Romário conseguiu de novo. A semana foi toda dele. Voltou com força ao noticiário. Para falar a verdade seria melhor dizer que ele voltou aos tapas ao noticiário esportivo, dando uma passadinha também pela página policial. Depois de estapear um torcedor do Fluminense que jogou galinhas no gramado durante um treino, Romário deu uma canja no Maracanã. E quem pagou a galinha foi o Corinthians. O Baixinho jogou mais ou menos três segundos durante os 90 e poucos minutos da partida, mesmo assim quebrou a espinha do timão com o gol da vitória. Dizem, inclusive, que quando Romário for se despedir do futebol, a partida será contra o Corinthians, para que ele possa garantir seu golzinho de adeus.
- Se fosse lá pelos anos 60, 70, o Londrina poderia ser comparado a uma mulher da vida. Nos últimos tempos não passa um ano sem trocar de parceiro. Amantes locais, amantes forasteiros. Agora busca a chamada parceria da vodca. O presidente Osvaldo Sestário Filho diz que as chances de fechar acordo com um grupo russo são de 95%. Como sempre na história do time, há o outro lado: os 5%. Se mantiver a tradição das tentativas anteriores, os 5% serão mais fortes que os 95% propalados.
- O Atlético Paranaense chegou em Londrina querendo ser simpático. Fez campanha para levar o torcedor ao campo, distribuiu camisetas, ofereceu ônibus de graça. Só se esqueceu do principal: jogar futebol. Foi tanta simpatia que o Vitória também se sentiu em casa e acabou roubando o doce do Atlético (de todos os paranaenses?).





