Diarréia do Flamengo

Não há ser humano que já não tenha tido uma indisposição intestinal. O cara está na rua e recebe o chamado da natureza. E não adianta se fazer de surdo. Quando a natureza chama, ela não admite esperar. Você aí! É, você mesmo que está lendo o texto, admita, em algum momento aconteceu com você... As gotas de suor frio escorrendo pelo rosto, o olhar vidrado procurando o salvador banheiro, se possível com papel higiênico disponível, se não é possível, um jornal, nem que não seja do dia. Para quem está andando na rua, numa hora de movimento, a situação é assustadora, provoca pânico, e, em alguns casos provoca muito mais do que isso.
Agora imagine um time inteiro de futebol com indisposição intestinal. Jogadores que depois de terem se sentido na realeza, de tanto ficar no trono, ter que enfrentar uma partida de futebol contra o time de maior torcida do Brasil, e no Maracanã!
Para os pessimistas só podia dar m. Para os otimistas também. Depois das informações sobre o ocorrido com a equipe do Paraná Clube, com ameaça de cancelamento da partida contra o Flamengo, todo espectador ficou no mínimo com curiosidade sobre o que iria acontecer. O time resistiria? Qual seria o primeiro jogador a pedir para o árbitro para ir na ''casinha''? Haveria papel higiênico para todos?
O tempo foi passando e os jogadores do tricolor paranaense resistindo. Segundos que pareciam minutos, minutos que pareciam horas. Brava gente. Os urubus ficando cada vez mais frustrados.
Os espectadores ficaram frustrados por não terem visto o que queriam ver. Porém, ninguém ficou mais frustrado do que o time do Flamengo. Imagine perder por 3 a 0 para uma equipe que quase não entra em campo por motivo de força maior?
Pior do que isso, imagine como deve ter sido a segunda-feira dos flamenguistas em todo o Brasil. Quantas explicações a dar, quantas gozações a ouvir. Que melda, hein?
Já os paranistas, depois do desarranjo intestinal, nada mais os atinge, como demonstraram no Maracanã, no domingo, as mandingas já não os atingem, estão todos com o corpo fechado.
- O diretor de futebol e faz tudo da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira, voltou à ativa com suas divertidas bravatas, para a alegria da crônica esportiva. Ele diz que a Portuguesa não enche um ônibus com sua torcida, porém já exportou mais de dois ônibus de jogadores revelados pelo time.
- Dizem que campeonato de pontos corridos perde a emoção quando uma das equipes dispara na liderança. Não acredito. Nunca vi tantos torcedores unidos secando o desempenho de um time, no caso, o Cruzeiro.
- E o São Paulo? Bem o São Paulo começa a pensar em 2004.
- E o Londrina? Bem o Londrina mantém sua tradicional regularidade. Todo final de temporada a casa cai e os dirigentes que sobram procuram juntar os cacos. Nada de novo.

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