Procura-se um presidente

O anúncio poderia estar nos classificados dos jornais: Procura-se candidato para presidente do Londrina. Letras garrafais ou minúsculas? Um anúncio bem produzido ou um discreto? Mas o anúncio poderia estar lá. O currículo poderia ser mandado para a sede administrativa.
Currículo 1 - Empresário do ramo empresarial, bem sucedido, com poder de aglutinar gregos, troianos, baianos, londrinenses e vilarecreienses, oferece-se para dirigir o Londrina e tirá-lo do buraco financeiro, para tanto não pretendo colocar a mão no meu bolso, porém se houver algum bolso disponível, recheado de verdes dólares, que una-se a mim. Não tenho preconceito de religião, cor, raça ou empreendimento, a não ser contra os falidos...
Currículo 2 - Aventureiro do ramo da aventura, com vários sucessos em safáris na África; caça às rãs do Ribeirão Quati; pescaria selvagem no Ribeirão Lindóia; aventura com as garotas de programa (êpa), tira essa; oferece seus serviços para levar o Tubarão para onde ele nunca deveria ter deixado de estar (seja lá onde for isso).
Currículo 3 - Religioso do ramo da religião, com passagens por todas as seitas conhecidas; criador de um outro tanto de seitas desconhecidas; oferece seus poderes paranormais, anormais e sem propósito, para tirar o time alviceleste do inferno astral que ele se enterrou nos últimos anos. Para conseguir o intento pedirei a interseção Daquele que pode, do qual sou representante, cobrando apenas 10% do rendimento mensal de cada fiel torcedor....
Quem sabe não aparece um milionário da megasena! Não o desta semana que é de Curitiba e não deve estar nem aí com time pé-vermelho.
Dias atrás mais um nome surgiu na imprensa, o de Peter Silva, presidente da FBA associação de clubes da Série B. No domingo ele confirmou o convite mas disse que, neste momento não seria possível. Antes dele o grupo de apoio também havia tirado o time de campo.
Encontrar candidato a presidente, como os currículos acima sugerem, nem é tão difícil. Difícil é encontrar alguém com idéias claras e apoio financeiro para tirar o time do buraco.
O torcedor já está cansado de ver seu clube na UTI. De quando em quando vem alguém e troca o tubo de oxigênio. O problema é que o time precisa de tratamento intensivo, com remédios eficazes e paciência para acompanhar a recuperação. Sem isso, o LEC continuará sendo um eterno morto-vivo, personagem de filme trash.
- Por falar em filme trash, Caxias do Sul, no fim de semana, teve tudo para figurar entre os principais lançamentos do ano. De um lado um grupo de preto, de outro um de verde. Neblina forte, uivos (da torcida) e, dentro de campo, um massacre (sem a serra elétrica) proporcionado pelo Fred Juventude Krueger. Depois do esquartejamento em Caxias, o Corinthians vai precisar de uma junta médica para costurar os pedaços.

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