NA GERAL
A moça tem joanete no dedão
É interessante como os projetos a longo prazo do Londrina Esporte Clube sempre terminam em um prazo curto. Parece aqueles namoros que começam na praia e não conseguem subir a serra. Ou ainda aqueles encontros que ocorrem nas madrugadas depois de várias doses de uísque no sangue. Juras de paixão, promessas de amor eterno. Tudo isso vira fumaça quando o casal passa pelo portão de saída do motel depois do banho tomado.
Com raríssimos períodos de bonança, parece que a sina do Tubarão é viver em mar turbulento. No final de 2002 o grupo gestor que comanda o departamento de futebol do time, formado por empresários da cidade, convocou a imprensa e apresentou seus planos de amor eterno ao clube: fazer um bom campeonato Paranaense e Brasileiro da Série B em 2003 e tentar subir o time para a Série A em 2005. Sob esta perspectiva, a primeira etapa do planejamento foi cumprida. No Paranaense a equipe ficou em terceiro lugar, conquistando uma vaga para a Copa do Brasil de 2004. No Brasileiro o time manteve-se sempre na expectativa de conseguir a vaga para a próxima fase. Empolgou em alguns momentos. Mas não foi além disso. Porém, o torcedor percebeu um avanço. Em nenhum momento da competição houve ameaça de rebaixamento, o que é um alívio para quem estava acostumado a fazer contas para não cair.
Mais uma vez, no entanto, o amor de longo prazo não passou de uma paixão fulgaz. As alianças de compromisso estão sendo devolvidas. Não se pode dizer que, durante o curto romance, um se decepcionou com o comportamento do outro. Eles se conheciam profundamente. Ninguém pode dizer que aquele joanete no dedão do pé esquerdo da moça foi a causa do rompimento. O joanete sempre esteve lá.
Nem bem a devolução de alianças foi anunciada, já começaram a aparecer novos pretendentes. Um dos candidatos a presidir o Tubarão é Peter Silva, ex-diretor de marketing do próprio Londrina e presidente da Futebol Brasil Associados (FBA) que congrega clubes da Série B.
Será a chance de Silva devolver ao Londrina o muito que o Londrina deu a ele. Para quem não se lembra, Silva virou o marqueteiro do clube. Mes sem ter feito nada de expressivo nessa área, mas bem articulado, ganhou projeção e, em pouco tempo, passou a dirigir a FBA. Tudo isso em pouquíssimo tempo. Chegou a hora da retribuição.
- Com tantos times sendo formados na cidade, daqui há pouco será possível fazer o Campeonato Paranaense de Londrina.
- Pelo que andam falando alguns dirigentes do Londrina, a culpa de todos os males é da imprensa que 'imprensa'. Se a imprensa contrata jogador, escala o time e demite técnico, fica a pergunta: dirigente para quê?
Cláudio Osti - [email protected]





