Somar sempre
A derrota para o América no último domingo ainda não foi digerida pelo Londrina. Não a derrota em si, mas o fato de que o time ainda não venceu uma única partida fora de casa. Por enquanto esse novo tropeço não significa uma catástrofe. Porém, quando chegar a sofrida hora da matemática os jogadores e comissão técnica vão perceber que, para um time de futebol, das quatro operações básicas ensinadas na escola, a melhor delas para se classificar é a de somar. Somar pontos sempre.
Cada ponto perdido no meio do caminho faz falta na hora de fechar as contas. O interessante é que o Londrina demonstra ser um time equilibrado em seus jogos em casa. É agressivo, ataca com qualidade. Por que então não repete as atuações fora de seus domínios? Seria um caso para Pai Osvaldo, de Bela Vista do Paraíso, resolver?
Domingo, no Estádio do Café, contra o Ceará, o alviceleste terá nova chance de subir mais alguns pontos na classificação. Mas ninguém espere um jogo fácil.
- Geninho, técnico do Corinthians, disse na quarta-feira, depois do empate com o Vasco, que ainda acredita no título. Bom, diante da declaração do técnico podemos supor duas alternativas: ou ele está deixando o Corinthians para dirigir o Cruzeiro e não avisou o Luxemburgo, ou está batendo o pino.
- Na quarta-feira à noite, quando o árbitro apitou o final da partida entre Vitória e Grêmio Portoalegrense, em todos os recantos do Sul, nas casas de gremistas e colorados, houve um silêncio. Na moradia dos primeiros, olhos marejados (que eles dizem ter sido provocados pela fumaça do cigarro de palha feito com fumo de rolo); algumas lágrimas contidas caindo pelo pelego estendido no chão (que eles dizem ter sido provocadas pelo corte de uma cebola para temperar a janta). Na casa dos colorados, o silêncio durou pouco. Primeiro eles não estavam acreditando que o adversário eterno, o Grêmio, havia perdido por 4 a 1 para o Vitória. Depois que perceberam que era realidade, explosão de alegria (que os gremistas dizem não conhecer coisa mais afrescalhada), agredecendo o Natal antecipado.
- Pelas ruas de Londrina, gremista que é gremista (são poucos é verdade), continuam desfilando com seus mantos sagrados. Como diria o gremista e jornalista Fábio Silveira: Grêmio, na derrota e na derrota, e na derrota, e na derrota...
- Em loja gaúcha já estão vendendo binóculos. É para gremista enxergar o penúltimo colocado.
- É certo que não vale como consolo (no bom sentido), mas gremistas estão menos tristes depois da derrota, em casa, do Inter, para o Fluminense.
- Vi o carro do piloto Guto Negrão com a marca Medley, uma empresa que fabrica remédios genéricos. Ficou ótima no carro dele, afinal depois da palhaçada realizada na última corrida, quando seu companheiro de equipe deixou-se ultrapassar para favorecê-lo, não dá para considerá-lo um campeão original, no máximo um genérico de campeão.

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