NA GERAL
A dor de cabeça do vôlei
Tem dia que nada dá certo, o calo dói, a patroa vira pra você e diz, pela 32 vez no mês de 30 dias que está com dor de cabeça e seria melhor tomar uma ducha fria; fala para você, que tem cara de Dani de Vito, que o Brad Pitt está lindo naquele filme que ela nem sabe o nome e só assistiu por causa do galã que aparece nu por sorte, mostrando só a parte usada para sentar em poltronas macias de Holywood. Sem querer você pisa no Sexta-feira, o gato preto adotado pelos seus filhos, e leva um arranhão que infecciona. Faz gol contra no único dia da semana em que tem pelada com os amigos. Perde no vôlei para a Venezuela. Peraí. Perde no vôlei para a Venezuela? Não, isso é demais poderia dizer o leitor mais apaixonado pelo esporte.
Acontece caro leitor que acontece. O campeão mundial da Liga de Vôlei, o poderoso Brasil, perdeu por 3 sets a 2 para a Venezuela. Acostumado a bater na Itália, Alemanha e Estados Unidos, os meninos do vôlei tiveram seu dia de cidadão comum, seu dia de azar coletivo, seu dia de biorritmo desajustado. Não há como justificar a derrota. A Venezuela nem é um time tão ruim, mas em qualquer circunstância não é páreo para o Brasil. Ou melhor, não era.
Depois de todos os títulos conquistados pelo técnico Bernardinho e sua equipe, a medalha de ouro era a mais certa do Pan de Santo Domingo. Era a única, como se diria nos velhos tempos lá na Vila Recreio, que estava no embornal.
O que pode ter acontecido, e há muita lógica nisso, é que todos os atletas, inclusive o técnico Bernardinho, antes de entrarem em quadra, ligaram para suas esposas e namoradas e elas lhes disseram:
- ''Benhêê, você não acredita, não sei o que aconteceu, hoje eu não estou com dor de cabeça. Que pena que você está aí tão longe, há tanto tempo concentrado...''
A dor de cabeça transferiu-se para os atletas que não acertaram as jogadas. Foi a tal noite em que tudo deu errado. O que estava com mais dor parecia ser o técnico Bernardinho, que berrava feito criança de colo com fome.
- Rogério Romero, o londrinense que é o rei da timidez e comedimento, não estava com dor de cabeça, e deu show, conquistando a medalha de ouro no nado costas.
- A equipe de ginástica rítmica também está de parabéns. Foi um arraso.
- O Londrina precisa: pagar as ações trabalhistas, novos investidores, tratar melhor os repórteres setoristas do clube, gelar a cerveja no Estádio do Café, voltar a vender refresco saci nas arquibancadas. Mas o que mais precisa mesmo é vencer uma partida fora de casa para melhorar sua posição na tabela de classificação e manter-se entre os oito que irão para a próxima fase da Série B. O dia pode ser este domingo, contra o América de Natal.
- Coro dos corintianos fanáticos: Volta para a lâmpada Geninho.





