NA GERAL
Boca provoca desequilíbrio
Mais uma vez, no confronto entre Santos e Boca Juniors, Delgado. A piada sim, é infame. Da quarta-feira até agora, os jogadores do Santos devem ter ouvido essa piada inúmeras vezes. Eles merecem. Foi mais uma atuação apagada de alguns e desequilibrada de outros. O goleiro Fábio Costa, por exemplo, faz parte do grupo dos desequilibrados. Depois do que fez nas duas partidas da decisão da Copa Libertadores da América, há quem esteja defendendo que ele defenda as cores da seleção... da Argentina.
Ele falhou em dois dos três gols que os santistas tomaram. Não sozinho, é claro. Mas o que o tal estava fazendo quase no meio-de-campo no segundo gol? Qual o motivo do carrinho criminoso que ele deu no atacante argentino no final do segundo tempo, provocando um pênalti e o terceiro gol?
Também no grupo dos com pouco equilíbrio, está Paulo Almeida. Não se justifica o cartão amarelo que ele deu para o árbitro quando este apitou, acertadamente, o pênalti. Paulo Almeida, depois que começou a a frequentar mesas-redondas aos domingos à noite, deve achar que é craque. Não é.
Alguns cronistas esportivos são especialistas em elogiar abusadamente alguns jogadores medianos que acabam se achando gênios da bola. O resultado é que deixam de jogar o arroz com feijão e passam a querer apreciar pratos mais sofisticados. O problema é que se confundem com os talheres.
Além dos erros individuais, como a perda da bola no meio do campo pelo zagueiro Alex, que gerou o primeiro gol argentino, os erros coletivos contribuiram. O técnico Bianchi armou uma barreira com oito jogadores em frente a grande área argentina. O que fizeram os santistas? Passaram o tempo todo afunilando o ataque pelo meio, facilitando a defesa adversária. O goleiro do Boca praticamente não fez defesas importantes.
Do lado das atuações apagadas a mais contundente foi a de Robinho. Dribles esporádicos nas laterais do campo não ganham jogo. Foi omisso. E omissão em jogo decisivo é fatal. Outro que mostrou pouco foi seu companheiro, Diego. Excesso de passes errados e quedas circenses apagaram o pouco brilho que ele queria mostrar.
No Brasil ninguém liga para o vice, o que é um erro. O Santos, apesar do vacilo nos dois jogos finais, está de parabéns. Não é fácil chegar à decisão da Libertadores e o time santista teve méritos para isso.
n Três pontos neste domingo, no Estádio do Café, inclui o Londrina no grupo dos oito melhores da Série B do Brasileiro. O adversário, União São João, é o lanterna. O problema é que o Londrina, até recentemente, era conhecido por ressuscitar cadáver. Quem sabe desta vez não muda a sina e joga uma pá de cal na equipe do interior paulista.
n Torcedor do Londrina não pode decidir ir ao jogo na última hora. Na bilheteria do estádio o ingresso custa 15 pratas. O melhor é comprar antecipado com o bônus da Folha.





