NA GERAL
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Cláudio Osti 
Santos em busca do milagre
Perder por 2 a 0 não é o fim do mundo, mesmo que tenha sido para o Boca Juniors, ou seja, para os argentinos. Por outro lado, superar o Boca por três gols de diferença, no Estádio do Morumbi, não será tarefa das mais tranquilas. A partida no La Bombonera mostrou duas situações distintas: que o Boca é bem menos do que falam dele; e que o Santos foi bem menos do que se esperava dele.
Com Ricardo Oliveira o time fica mais ofensivo, ataca mais, pressiona. Por outro lado, é interessante como um goleiro como Fábio Costa comete falhas nos momentos mais cruciais. Sim, ele fez grandes defesas, algumas, inclusive, contando com a boa e velha sorte. Porém, goleiro tem a missão divina de não poder falhar nunca. E ele falhou, nos dois gols.
Outro que poderia colaborar um pouco mais para que a Taça Libertadores da América seja levada para a Vila Belmiro é o atacante Robinho. Ninguém duvida que ele é craque. Sabe driblar como poucos. Porém, talvez aí é que resida o problema. Robinho tem privilegiado muito mais o drible, jogando para a torcida, do que o passe inteligente, buscando o companheiro melhor posicionado. Futebol, antes de tudo, é um esporte coletivo.
Chegar à final da Libertadores é um privilégio que poucos clubes brasileiros conseguiram, que o diga o Corinthians que há anos tenta, sem sucesso. Por isso, o Santos precisa entrar em campo na próxima quarta-feira com a vontade dos campeões, com a força dos vencedores. A equipe tem poder e qualidade para isso, mas precisa colocar em prática.
- Depois do acidente de percurso em Joinville quando sofreu o empate com um gol de mão do time da casa , o Londrina volta ao Estádio do Café. A torcida precisa prestigiar. Está na hora. A campanha da equipe já está merecendo mais do que os mil e quinhentos fanáticos que comparecem a todos os jogos.
- A reclamação é dos setoristas que cobrem o Londrina e que nem sempre elogiam o técnico e os jogadores. Segundo eles, quando aparece nos jornais uma linha contrária ao que pensam os atletas e comissão técnica, sobra grosseria. Típica atitude de quem não sabe conviver com críticas. Curiosamente, quando são elogiados, ninguém reclama.
- Há quem diga que foi uma bicicleta geriátrica, mas o gol que Romário fez contra o Guarani, no domingo, foi show. Está certo que o Baixinho já virou o Oscar do futebol, se o time não jogar para ele e por ele, fica lá na sombra esperando o apito final para tomar uma ducha e voltar para casa. Mas quando a bola chega redonda ele continua, geriatricamente ou não, infernal.
- Numa competição, como a Seletiva para a Série C do Brasileirão, com cinco times onde quatro se classificam, ficar de fora é o caos. A torcida é para que a Portuguesa Londrinense não morra, apesar de parecer estar moribunda.


