Sem firulas, chance do Londrina aumenta


Desde a criação do over lapping pelo técnico Cláudio Coutinho, o enterro dos pontas por Telê Santana, ao esquecimento do termo center-half por todos nós, sempre tem alguém querendo criar algo novo para mudar o futebol. Mas uma coisa não muda nunca. Quando a defesa defende, o meio cria e o ataque marca, tudo está resolvido, ou pelo menos bem encaminhado. É óbvio que para se fazer isso existem fórmulas diferentes, todas muito manjadas. Algumas dão certo, outras não.
O Londrina, por exemplo, ainda não encontrou o ponto de equilíbrio. Nas primeiras partidas defendia mal, criava pouco e não finalizava corretamente.
No jogo diante da Portuguesa de Desportos, sexta-feira no estádio do Café, o time parece ter acordado. Jogou como tinha que jogar. Defendeu bem, criou e finalizou. É lógico que, para quem escreve sobre o assunto, parece uma tarefa fácil. Não é. Esporte coletivo aumenta potencialmente suas chances de dar certo quando os personagens do espetáculo sabem exatamente o que precisam fazer. Como no Londrina não há craques, o que pesa para se conseguir vitórias é a organização tática, a aplicação dos jogadores.
As firulas têm que ser deixadas nos pés de Robinho, do Santos, de Gil, do Corinthians, de Luiz Fabiano, do São Paulo. O Londrina precisa ser aplicado. Se conseguir isso tem chances de se classificar e até de conseguir algo mais.
Um jogador que serve de exemplo é o atacante Liedson, do Corinthians. Não é craque, com a bola nos pés é mediano, mas é um finalizador com uma fome de gol extraordinária. Nos quatro gols que ele fez contra o Vitória, domingo, não houve qualquer firula. Se percebe qualquer chance de bater para o gol ele tenta. Não importa se ela vai sair quadrada, redonda ou triangular, Liedson quer ver a rede balançar. Cumpre sua função em campo como poucos.
- No estatuto do torcedor está escrito que o número de torcedores e a renda das partidas de futebol têm que ser divulgados. Só esqueceram de especificar que é preciso divulgar o número correto de público e o valor real da arrecadação. No Brasil, tudo tem que ser muito explicadinho, em detalhes. Cartolas têm dificuldade em entender certas normas.
- Futebol é mesmo interessante. Quando iniciou o Brasileiro, dos três times de Curitiba, o Paraná parecia o mais fraquinho. Estava pintando como figurante com possibilidades para cair para a segundona. Que nada, o time está bem armado e não foi surpresa a vitória sobre o Flamengo. Surpresa foi o placar. Julio César foi o flamenguista que mais pegou na bola, indo buscá-la no fundo da rede.
- Seria interessante usar um pequeno espaço no estádio da Santa Terezinha, em Londrina, casa da Portuguesa, para uma plantação de boldo. Chá de boldo é ótimo para curar ressaca. Depois da derrota por 4 a 0 para o Grêmio de Maringá, os jogadores da lusinha devem estar precisando aliviar o fígado.

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