Clubes do Paraná precisam de água de coco

Lá no Nordeste brasileiro, para curar ressaca, dor no estômago, azia, repor sais minerais e até para curar unha encravada, arrumar namorada, o pessoal recomenda água de coco. Pode até não curar tudo e nem ajudar a encontrar a princesa encantada, mas que é uma delícia beber água de coco não tenha dúvida, ainda mais olhando para o mar, ouvindo o barulho das ondas.
Talvez água de coco seja a solução para os times do Paraná que estão disputando a Série A do Campeonato Brasileiro. A rodada do fim de semana mostrou que é preciso fazer alguma coisa. Foi trágico. Coritiba, Paraná e Atlético foram derrotados. Do jeito que vai a coisa, seria importante os departamentos de marketing desses times entrarem em contato imediato com a Sócoco, para fechar um patrocínio. O que estão levando de cocos os clubes de Curitiba não é brincadeira. A Sócoco poderia, além do dinheiro do patrocínio, oferecer uma quota semanal da água milagrosa. Mal não fará.
A performance dos clubes paranaenses não surpreende nem mesmo o mais fanático torcedor. O Atlético, que tem até um time razoável, continua mais desorganizado que o combate ao crime no Paraná. O atual campeão paranaense, o Coxa, ainda não entendeu que o título que ganhou em cima do Paranavaí, tendo sofrido para passar pelo Londrina na semifinal conseguiu a vaga em dois empates de pouco vale quando enfrenta os times da Série A. Ou melhora e muito, ou vai dar vexame.
Já o Paraná começou com algum gás, mostrou garras na abertura da competição contra o Santos, bateu o rubro-negro paranaense, mas já está voltando ao normal. É outro candidato ao ostracismo (não confundir com porção de ostras).
É óbvio que os clubes de Curitiba precisam de uma injeção de ânimo, portanto, água de coco na moçada.
- O Londrina, único representante do Paraná na Série B treina faz um mês. Os jogadores devem estar cansados de tantas preliminares. Pelas entrevistas fica claro que querem entrar em campo logo, valendo três pontos.
- No basquete o Londrina perdeu em casa para o Limeira. Teoricamente seria um jogo fácil depois da excelente vitória contra o Vasco da Gama, no Rio. Mas usando um termo do jornalista Rogério Fischer, Londrina, às vezes, parece a capital da broxada. Quando parece que vai mostrar a fama de garanhão, decepciona a moça.
- É milão aqui, milão ali... Não é fácil comandar time profissional com poucos recursos, reclama Amarildo Vieira, diretor de futebol da Portuguesa Londrinense. A Portuguesa estréia neste domingo contra o Iraty, em Irati, pela Seletiva para a Série C do Campeonato Brasileiro. Só para levar o time para o sudoeste do estado e entrar em campo, a despesa deve chegar a R$ 3 mil.

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