Quanto vale um título?
- Dez 'reaus' vai gritar alguém. Seriam quinze 'reaus'?
- Se eu vender a taça levo quanto? É de ouro, dá para derreter?
Brincadeiras à parte, é difícil calcular isso levando-se em conta apenas o aspecto financeiro. Um título significa entrar para a história do time, estar na foto que vai ficar na parede da casa dos torcedores, ser reconhecido na rua, chamado de herói, ser odiado pelos adversários, tema de discussão em todos os bares da cidade. Os que já passaram pela experiência dizem que não há dinheiro que pague essa sensação, nem se derreter a taça.
Acredito. Eu já fico feliz barbaridade quando meu time de pelada vence aqueles jogos que não valem absolutamente nada, imagine conquistar um título com direito a taça, medalha e faixa no peito.
Deve ser isso que está passando pela cabeça dos jogadores do Londrina, Prudentópolis, Paranavaí e Coritiba. O momento está chegando. Com exceção do Coxa, que tem um pouco mais de dinheiro para gastar, os demais concorrentes ao caneco têm folhas de pagamento modesta. Mas, nesse momento, pouco importa o salário no fim do mês. Se salário alto fosse vantagem, o Atlético Paranaense seria campeão por aclamação. Mais vale a glória. As histórias do título para falar para os filhos e netos. A lembrança não sairá da memória.
- Quem não se lembra daquela vitória fantástica sobre aquele time que eu nem me lembro e a gente ganhou o título de não sei o quê!! Olha, foi maravilhoso...
Se não contarmos o título da Segundona em 1999, o Londrina não vence um campeonato importante há 10 anos. O último foi em 92, contra o União Bandeirante. O Paranavaí e Prudentópolis ainda não tiveram o gostinho de conquistar um campeonato da Primeira Divisão. Portanto, essa reta final será saborosa. O que não falta é motivação para os times.
- Curioso, ninguém mais fala que jogar no Estádio VGD é ruim. A resposta é óbvia meu caro Watson. Quando o time desempenha, mostra garra, força, a torcida funciona como 12º jogador.
- Torcedores alviceleste mandam um abraço apertado ao atleticano Aureo Osmar Nogueira que está precisando de um ombro amigo neste momento de dor.
- Dizem que quem ri por último ri melhor. Há alguns dias o empresário Mário Celso Petraglia, senhor do Atlético Paranaense, foi questionado, em Londrina, se seu time não estava decepcionando já que estava com dificuldade para se classificar entre os oito melhores times do Estado. Irritado, disse que o rubro-negro iria reagir a altura. Não reagiu. Sofreu para vencer o Roma, na Baixada, por mísero 1 a 0. Na quarta-feira, de volta a Londrina, foi expulso do Paranaense pelo Tubarão, o que leva a crer que arrogância não ganha jogo, só antipatia.
- Garçom, sirva um par de chilenos para o Atlético... e põe na conta.