NA GERAL
O choro é livre
E aí? Tem goiabada? Tem marmelada? Tem marmelada, goiabada
, chope quente, churrasquinho de gato, sorvete derretido, suco aguado, futebol de pelada, craque de um jogo só... o que o freguês pedir. Estádio de futebol é igual feira livre, tem de tudo um pouco.
Agora, apesar do que sai no noticiário, é absurdo imaginar que no futebol brasileiro, pentacampeão, exista algum tipo de favorecimento escuso para este ou aquele time que não seja a decisão do gramado. Eu não acredito. Nem eu nem a velhinha de Taubaté.
Ontem foi o dia do choro. Lágrimas foram derramadas por cartolas e torcedores de times que não conseguiram a classificação para a próxima fase dos respectivos estaduais.
No Paulista, santistas acusam o São Paulo de ter facilitado o jogo contra o Santo André. O tricolor vencia por 2 a 0 e cedeu o empate. O resultado eliminou o Santos.
Não sei se houve sacanagem, mas equipe que fica dependendo de vários resultados para, num golpe de sorte, conseguir uma vaga, não deveria ter direito a choro. No máximo uma ressentida mordida no lábio.
No Paraná, o choro também foi visto pelos lados da Portuguesa Londrinense que empatou com o Paraná Clube no sábado e caiu para a Segundona, ao lado do Cascavel. O presidente da Lusinha, Hélio Camargo, reclamou da arbitragem, reclamou da falta de apoio, da falta de sal na pipoca. Depois disse que, apesar de tudo estava satisfeito, que é até interessante seu time estar na Segunda Divisão. Realmente deve ser muito interessante a Segundona de 2004. É um dirigente interessante esse Camargo.
Se a Lusinha tivesse torcida, o presidente do time teria que ficar fora da cidade por alguns dias para baixar a poeira. Não dá para reclamar. A Portuguesa não ganhou sequer uma partida em toda a primeira fase. Camargo disse que a Lusa é igual a todos os demais times do Paranaense. Está enganado. No máximo é igual ao Cascavel. Se fosse igual aos demais não tinha caído.
n Amanhã o Londrina entra em campo para provar que a fase da desesperança terminou definitivamente. O jogo contra o Atlético é uma pedreira, mas possível de ser transposta. O novo Londrina Paz e Amor voltou a empolgar a torcida. Domingo o torcedor vibrou e empurrou o Tubarão na vitória contra o Malutrom. Amanhã a promessa é de casa cheia.
n Tem leitor reclamando que a coluna está chata, já que não dá mais para fazer críticas aos artilheiros ungidos pelos céus Nenhunzinho (ops) Neizinho, do Paranavaí, e o legítimo Paraguaio, do Londrina. No momento, mais por cima do que os dois, só as bolas que o zagueiro Dé, do Tubarão, manda para fora do Estádio VGD em dia de jogo decisivo. Se ganhasse uma leitoa para cada uma delas, poderia, quando parar de jogar futebol, abrir uma granja.





