NA GERAL
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Cláudio Osti - [email protected] 
É tempo de circo no futebol
Em todo início de ano há uma ferveção no mercado futebolístico. Quem fez uma boa campanha na temporada anterior tem emprego garantido, salário valorizado, respeito. Neste troca-troca vale tudo. Os empresários de atletas plantam notícias para forçar contratações e, obviamente, ganhar as comissões por negócios realizados. Os jornais são usados para as mais diversas especulações sobre as transações entre os clubes. Até que termine o prazo estabelecido para as transferências, cartolas negam, confirmam, discutem, desmentem, voltam a confirmar, é um verdadeiro circo.
Em Curitiba, por exemplo, o principal jogador do futebol paranaense em atividade, o meia Kléberson, desapareceu. Ninguém sabe, ninguém viu. Pressupõe-se que está sendo negociado e seus empresários não querem expô-lo ao massacre diário da mídia antes da possível transferência.
O infindável atacante Romário colocou seu futebol em leilão. Vários clubes demonstram interesse, entre eles Flamengo e Fluminense. Vampeta pode ir para o Cruzeiro; Marcelinho Carioca pode ir para o Corinthians; Edmundo procura clube... a lista de negociações é imensa. Como o dinheiro anda curto em todos os times a tendência é que os contratos só sejam fechados no último momento.
Em Londrina está havendo um troca-troca até recentemente impensável. O zagueiro Luiz Henrique, um dos destaques da Portuguesa Londrinense na temporada passada, vai vestir a camisa alviceleste do Londrina. Comentário do diretor de futebol Amarildo Vieira: ''É para reforçar o time deles''.
Na troca de chumbo, o lateral-esquerdo Carlos Eduardo, que não foi devidamente aproveitado no Londrina, assinou com a Lusinha. Mais um bom motivo para o público prestigiar o jogo de estréia entre as duas equipes, no clássico da cidade.
Essas trocas tem um lado bom e um lado ruím. Alguns jogadores mudam tanto de time que não se identificam com nenhum. Os torcedores, a não ser os mais fanáticos, não conseguem lembrar a formação de seu time de três temporadas atrás.
O lado bom é que as mudanças trazem novidades. É uma forma de oxigenar os elencos e buscar melhores resultados dentro de campo. É certo que nem sempre esses resultados aparecem, mas vale a tentativa.
- A Portuguesa vai fazer sua fase mais forte de preparação no CT do Atlético Londrinense. O diretor de futebol do clube Amarildo Vieira disse ontem que estuda proibir a entrada da imprensa para não atrapalhar os treinamentos do time e evitar que vaze informações que beneficiem o Londrina, seu primeiro adversário.
- O primeiro jogo entre Londrina e Portuguesa, abrindo o Paranaense, será no Estádio Vitorino Gonçalves Dias. O mando é da Lusinha. Diretores do clube avisam: jornalistas e radialistas que não estiverem com credenciamento em dia só entram com ingresso na mão.


