NA GERAL
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Peixe faz bem
para a memória
Dizem que peixe faz bem, fortalece os dentes, afia a memória. Não há dúvida que há uma certa razão nisso. Depois da derrota para o Santos, são-paulinos e gremistas ainda estão com todas as cenas das fatídicas partidas na memória. Não conseguem esquecer de jeito nenhum. O que prova que faz bem para a memória. Quando se toca no assunto, evitam falar mas mostram os dentes cerrados, todos bem cuidados e fortes.
No último domingo, para alegria de boa parcela da população brasileira, foi ministrada uma dose de extrato de peixe ao Corinthians. Jogadores e comissão técnica passaram a semana em salas de debates relembrando o fato: 2 a 0, no Morumbi. Faz bem para a memória e deve fazer bem também para os olhos. Há um bom tempo não se via os corintianos, durante uma partida inteira, olhar os adversários jogar com tanta admiração.
Já os santistas, independente do jogo de domingo, podem dizer que estão tendo um final de ano inesquecível. A qualquer referência mostram os dentes em largos sorrisos.
Vamos a mais um exemplo sobre os efeitos de peixe sobre a memória. Quem acompanha futebol, faz piada com os amigos e se diverte vendo os adversários perderem já deve ter notado a diferença nas ruas. Nunca se viu tantos torcedores do Santos em bares, lojas, cafofos e casas afins. É óbvio que a maioria usando um certo perfume de naftalina. É que até eles haviam se esquecido que torciam para o time da Vila Belmiro.
São tantos torcedores santistas que, digamos, saíram do armário, que até parece serem em maior número que os corintianos.
Agora, mesmo com a vantagem considerável conquistada sobre os corintianos, santistas legítimos e de última hora, devem estar cientes de que é bom lembrar que do outro lado está um time ferido e acostumado a decidir títulos. Que é bom ficar de olho no técnico Parreira, não por acaso um dos melhores do mundo.
Corinthians e Santos, gambá e peixe. Pelo que jogaram na última fase, o título ficará com um time que merece.
- Dizem que tem alguns garotos no time júnior do Londrina que acham que são Romário... no quesito noitadas. Se fossem Romário, no quesito futebol, o Londrina certamente estaria mais feliz.
- Há tanto segredo em volta do novo treinador da Portuguesa Londrinense que irá comandar a equipe no Paranaense 2003 que já estão achando que deve ser ou Parreira ou Leão. A Lusinha estaria evitando anunciar antes para não atrapalhar o ambiente da decisão do Brasileirão que acontece neste domingo.
- Ivair Cenci, quem diria, acertou mesmo com o Vila Nova, de Goiás. Como era esperado, vai levar com ele o meia Joel e o atacante Nenhunzinho, digo, Neizinho, que atuaram (ou foram aturados) pelo Londrina na Série B do Brasileirão.


