Ele era o cara

Nos últimos dias a Folha relembrou um pouco da história do Onéssimo de Assis, que morreu na quarta-feira. Também queria prestar uma homenagem. Onéssimo era um desses caras que trabalhava pelo esporte pelo puro prazer de ver as coisas realizadas. Tinha um prazer enorme em ajudar, dar idéias, comandar, fazer. Mesmo tendo uma atividade empresarial cansativa, sempre arrumava um tempo para se envolver com o esporte. Estava no sangue. Não importava a modalidade lá estava ele.
Em 97, por exemplo, revolucionou o marketing do Londrina Esporte Clube. Nos poucos meses que esteve à frente do departamento, criou, com outros diretores, o Kit do Londrina. Quem comprava o kit recebia, além dos ingressos para os jogos da primeira fase da Série B do Brasileirão, uma camisa oficial do time, um boné e um livro do jornalista e escritor J.Matheus contando a história do Tubarão. Foram vendidos mais de 8 mil kits, o que garantia uma ótima média de público nos jogos do time.
Fez mais. Colaborou na instalação da loja do Londrina que tinha até uma sala de troféus para visitação pública, se empenhou na reforma das cabines de imprensa do Estádio do Café.
Craque do futebol de salão nas décadas de 70 e 80, corredor e organizador de provas de motocross e de rali, diretor do Autódromo de Londrina. É uma pena que o Onéssimo se foi. Esse realmente vai fazer muita falta para Londrina e para o esporte.
- A Portuguesa Londrinense é mesmo um time surpreendente. Os jogadores da equipe profissional retornaram aos treinos na segunda-feira e mesmo sem a definição de um técnico para o comando do time fará um jogo amistoso hoje no Estádio do Café com um time de Piracicaba. A idéia é avaliar alguns atletas antes que eles tenham cãibras por causa da inatividade.
- O barulhento diretor da Lusinha, Amarildo Vieira, alardeia que terá um time para ir para as cabeças no Paranaense. Mas, por enquanto, o certo é que usará como base o time júnior reforçado com alguns jogadores mais experientes.
- O Londrina começa a montar seu time para a próxima temporada. O discurso não muda: time barato, sem estrelas, sem ambições e, pelo jeito, se mantiver a coerência dos últimos anos, sem futebol. Mas a culpa é da torcida que não vai ao campo.
- Domingo é dia de deixar o cartão com o número do telefone do cardiologista de confiança ao lado da televisão. Começa o mata-mata do Brasileirão e o bicho vai pegar.

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