NA GERAL
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
O que esperar de Belo Horizonte?
O Londrina joga hoje contra o América, em Belo Horizonte, pela Série B do Campeonato Brasileiro, e o torcedor fica imaginando o que esperar da partida. Numa situação normal a chance de vitória é pequena. O América é uma equipe que vem mantendo uma boa regularidade e, em casa, tem aplicado algumas goleadas.
Por outro lado, o Londrina venceu suas duas últimas partidas, goleando adversários por 1 a 0, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, sob o olhar lacrimejante de sua torcida. Se em casa o sofrimento é uma constante, fora de seu território tem conseguido arrancar pontos preciosos dos adversários.
O time, como foi possível constatar no último sábado, na vitória sobre o Americano, continua com os mesmos problemas do início do campeonato. A defesa, bem ou mal, está fazendo sua parte. O meio-campo é inapto e o ataque inexistente. Sobra uma ou outra oportunidade de bola parada, como o gol olímpico do lateral Jamur que deu a vitória ao time no fim de semana. É pouco. Para dizer a verdade é quase nada para quem quer ir mais longe.
A não ser que o prato de feijão com arroz já seja o suficiente e os jogadores e a comissão técnica não tenham interesse em saborear um prato mais refinado.
- Comentarista esportivo, principalmente de futebol, é muito parecido com instituto de pesquisa em eleição: volta e meia comete erros de avaliação que acabam entrando para o folclore.
Durante a partida entre Real Madrid e Alavés, no qual a equipe madrilenha venceu por 5 a 2, um dos comentaristas do jogo disse que não se poderia esperar muito de Ronaldinho, já que ele estaria estreando e jogador demora um pouco para se adaptar e entrar no ritmo dos demais. Ele entrou no segundo tempo e, em 15 minutos, fez dois gols. Acho que o comentarista não havia percebido que quem estava entrando era Ronaldinho que, em qualquer circusntância, é um matador (no bom sentido é claro).
Talvez a regra para a demora na adaptação possa ser usada com jogadores normais. Os que atuam no ataque do Londrina, por exemplo. Mais um pouco o Campeonato Brasileiro termina e eles ainda não se adaptaram a fazer gols no Tubarão. Quem sabe no Real Madrid?
- Pelé disse certa vez que o brasileiro não sabe votar. Em alguns momentos temos que concordar com ele. Em outros o eleitor mostra ser sábio. Veja, por exemplo, a votação do candidato Onaireves Rolim de Moura, presidente da Federação Paranaense de Futebol que disputava uma vaga na Assembléia Legislativa: 6.339 votos. Não será desta vez que a Assembléia terá o prazer de conviver com Moura. O eleitor é sábio. Já dos cartolas que insistem em reelegê-lo para a Federação, não se pode dizer o mesmo.


