NA GERAL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de setembro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Eu queria dedicar essa
vitória à turma do gargarejo
Nas ondas do rádio. Dedicatória da dona de casa: ''Eu queria dedicar essa música para todos lá no meu bairro...''
Dedicatória do poeta do Calçadão: ''Eu queria dedicar essa poesia a todas as mulheres do mundo (bem, veja bem, nem todas, tem algumas que devem me odiar, por isso vamos excluir essas)''...
Dedicatória de jogador do Londrina depois da vitória sobre o Joinville: ''Eu queria dedicar essa vitória ao jornalista da Folha de Londrina que disse que o nosso grupo não estava unido''. Acho que era comigo.
Realmente o grupo não estava unido, havia reclamação de proteção deste ou daquele atacante que não faz gol, e continua não fazendo, mas depois de uma vitória que desopila o fígado, o grupo fica mais unido que noivos em noite de núpcias, mas isso é tema para outra crônica.
Quando o astral é para cima todos têm o direito de fazer dedicatórias. É assim também no futebol. Uma vitória, que seja por um mirrado 1 a 0, já dá direito à festa, críticas e ironias. Essa é também uma das diversões do futebol: poder gozar o amigo que torce para o time contrário. O que não se pode é levar o futebol tão a sério. Ou será que ele é realmente sério e eu é que não sou? Tudo é possível.
No futebol a vitória tem um sabor fugaz. Quando árbitro apita o final da partida jogadores e torcedores comemoram a vitória. Minutos depois já começam a pensar na partida seguinte. O Tubarão, por exemplo, enfrenta hoje o Criciúma em Santa Catarina. A vitória diante do Joinville deu uma certa tranquilidade à equipe. A corda desapertou um pouco do pescoço. Dependendo do resultado de hoje à noite o time pode ou não embalar. Se embalar, as dedicatórias, merecidamente e com todo o direito, serão feitas em profusão, provocativas com sabor de vingança. Em caso de derrota, o nó volta a apertar debaixo da região do queixo.
- A vitória do Londrina sobre o Joinville foi muito importante, mas não esconde os problemas. Não há padrão de jogo. Não há entrosamento. As vitórias só têm acontecido devido à garra dos atletas.
- A coluna não faz apenas críticas e ironias e recebe dedicatórias. Também elogia. O empresário Iran Campos, patrono do LEC, merece ganhar bicho pela vitória na última partida. Fez declarações sobre dois atletas do Joinville que já passaram pelo Londrina que deram uma injeção de adrenalina nos jogadores alvicelestes. Iran Campos dedicou a vitória ao zagueiro Aderaldo e ao meia Nem.
- Segurança batendo em jogador do São Paulo na Arena da Baixada. É a Arena da Baixaria.
- Falando em baixaria, o ex-árbitro e agora comentarista de televisão Oscar Roberto de Godói fez comentários nada elogiosos ao presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, na Rede Record.
- Continuando com a baixaria, cadê o Palmeiras????


