NA GERAL
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Futebol, uma paixão irracional
Racionalmente podemos dizer que é apenas um jogo. Uma bola de couro (sintético que seja), onze jogadores de um lado e onze de outro. Uma brincadeira de criança que a gente leva para a vida adulta. Deveria ser apenas diversão. Mas não é. É paixão pura. Paixão que ultrapassa a chatice da racionalidade. Mais do que em qualquer outro momento, a Copa do Mundo comprova isso em diversas línguas. Até torcedores de países que há bem pouco tempo não tinham qualquer interesse pelo futebol entram na onda de cabeça.
Nas comemorações pela primeira vitória do Japão em um Mundial 1 x 0 contra a Rússia , a polícia teve trabalho para conter os excessos. Em Yokohama, local do jogo, um torcedor japonês foi preso porque comemorava a vitória pulando peladamente numa estação de metrô. Desavergonhado e pouco contido esse japa.
Já os derrotados fizeram o contrário. Russos extravasaram sua ira brigando e ateando fogo em carros pelas ruas de Moscou. Não se pode levar o futebol tão sério assim. Faz mal para o fígado, dá cirrose e, em alguns caso, até cadeia.
Apesar de, naquele momento, em caso de derrota, o mundo parece explodir atingido por uma bomba nuclear, ele continua impávido.
Vejamos a partida entre Argentina e Inglaterra. Argentinos e inglêses roeram todas as unhas dos dedos das mãos e dos pés. Quando o atacante Beckham colocou a bola na marca do pênalti, correu e bateu com firmeza e a esfera tocou a rede, os argentinos choraram, os ingleses gritaram e os brasileiros, bem os brasileiros ficaram três segundos em estado de consternação, em deferência à tristeza dos nossos vizinhos. Passados os três segundos, caíram na farra, todos torcedores da inglaterra desde criancinha.
Amanhã a Argentina enfrenta a Suécia. Se perder volta para Buenos Aires mais cedo. Caso isso aconteça, é bom que se faça um minuto de silêncio, depois, 23h59 de muito, mas muito barulho. Viva a Suécia.
- O Londrina busca, mais uma vez ainda bem que os números são infinitos - uma solução para a disputa do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez se fala em parceria. Como o Tubarão está escolado no assunto, está na hora de fazer um contrato, do tipo preto no branco, que só advogado sabe fazer, e na diretoria do clube o que não falta é advogado, para que o time ganhe mais do que apenas a sobrevivência até o semestre seguinte.
- O prefeito Nedson Micheleti, de Londrina, também poderia dar uma mão, fazendo uns telefonemas, por exemplo da casa dele para ninguém dizer que está usando a máquina pública para beneficiar o Tubarão , e convidar alguns empresários para patrocinarem o clube. Só pagar ingresso em dia de jogo é pouco. Isso qualquer torcedor sem o mesmo poder político faz.
- O técnico Val de Mello renovou contrato com o Iraty e está começando a turbinar sua já bem sucedida carreira. Ele está no Palmeiras fazendo um estágio com o técnico Vanderlei Luxemburgo que, apesar de todos os problemas na vida pessoal é, sem dúvida, um dos melhores treinadores do Brasil.


