NA GERAL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de maio de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
O campeão do Supercampeonato Paranaense vai ser o quê? Supercampeão? A primeira partida da decisão entre Paraná Clube e Atlético acontece na quinta-feira. Se a qualidade do jogo for a mesma que a da semifinal entre Coritiba e Paraná, é melhor ficar em casa, esquecer o estádio, pegar um bom filme, levar as crianças para passear. A partida foi de uma chatice irritante. Ficou claro que nenhum dos times estava levando o jogo a sério. E não dá para tirar a razão dos atletas. Os jogadores que ganharem o título vão dizer o quê para seus amigos? Sou campeão paranaense! Não podem. O campeão é o Iraty.
Sou campeão do Supercampeonato? Soa ridículo, já que a tal competição não tem qualquer apelo. O que dizer de um campeonato que começa e termina em seis rodadas? O Supercampeonato foi uma das piores idéias já colocadas em prática pela cartolagem. E olha que não faltam idéias toscas naquelas cabeças. Melhor seria se essa enganação não tivesse acontecido. O Iraty venceu com méritos. É o campeão e fim de papo.
O fato é que o primeiro semestre foi desastroso para quem gosta de futebol. Com algumas raras exceções, os jogos foram ruins. As copas regionais, por mais que a rede de tevê que é detentora dos direitos da competição tenha se esforçado, não empolgaram porque não há rivalidade entre as equipes.
Apesar do dinheiro ganho pelos clubes maiores, todos sentiram na pele o que é ficar sem calendário. Mas ninguém ficou em pior situação do que o torcedor, principalmente o das cidades menores, que não pôde ver seu time enfrentando as maiores forças do futebol do Estado.
Mas torcedor, hoje em dia, é apenas um detalhe. Os clubes preferem mendigar um trocado com a tevê do que ter que atrair o torcedor para o estádio. Erro estratégico pois, apesar dos cartolas não respeitarem o torcedor, sem ele não existe razão para o esporte.
- Tem gente que ficou feliz por Zinedine Zidane ter se machucado. Ele deve ficar as duas primeiras partidas só na arquibancada. Gostaria de vê-lo desde o início. Copa sem craques não tem graça nenhuma.
- Já quem gosta de futebol bem jogado gostaria que Roque Júnior ficasse de fora. Na seleção brasileira, outro que poderia reforçar o time, não jogando, é o volante tromabador e abatedor Emerson.
- O Arapongas e o Nacional de Rolândia andam apanhando de vara de marmelo na segunda divisão do campeonato Paranaense.
- Depois do jogo entre os masters do Londrina e da seleção brasileira, o presidente do LEC, Osvaldo Sestário, tentou convencer o lateral Jorginho a atuar pelo Tubarão no segundo semestre. Jorginho não quis, tem planos de jogar no Japão. Mas, e se quisesse, o Londrina teria como pagar o salário que ele certamente iria pedir?


