NA GERAL
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de maio de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
O choro é livre e democrático, mas não dá para negar que, mesmo com a ajuda do Carlos Eugênio Simon, o herói das massas corintianas, o Corinthians mereceu o título de campeão da Copa do Brasil. O que mais impressiona é que, em apenas alguns meses, o técnico Carlos Alberto Parreira, montou um time à sua imagem. Não há desespero, não há afobação. Tudo parece ser milimetricamente calculado.
A equipe tem a paciência de seu mestre. Não ataca o adversário com o ímpeto do São Paulo, mas também não joga na retranca. Faz a bola rolar de um lado para outro esperando o momento certo para dar o bote final. Ricardinho vem, cada vez mais, se consolidando como um líder e um maestro, distribuindo as jogadas e, quando necessário, cadenciando a partida. Gil, cada vez mais maduro, destrói as defesas. Já Deivid, sem ter a qualidade técnica dos grandes atacantes, se espelha em Luizão para sempre estar bem posicionado para o tiro fatal.
Até o Dida voltou a ser o Dida.
- No Brasil poucos são os verdadeiros técnicos de futebol. A maioria é da turma do vamos lá... É o treinador que não entende nada de estratégia de jogo, distribui as camisas, pede vibração e personalidade sem explicar ao atleta exatamente o que é isso. Um pequeno e seleto grupo honra o título de técnico. Um deles é Péricles Chamusca, a revelação do Brasiliense. Conseguiu, com jogadores pouco conhecidos montar uma equipe coesa, com várias opções de jogada ensaiada, sabendo exatamente o que deve e o que pode fazer em campo.
- Corintianos apostólicos estão pedindo ao Congresso que faça uma lei denominando o 8 de maio como Dia de Reverência a São Simon.
- Outra dos eternos adversários: Além do troféu de campeão da Copa do Brasil, o Timão também ganhou a medalha Lalau. Justificativa: não é qualquer um que consegue bater a carteira do Luiz Estevão.
- O Brasiliense até poderia ser considerado o campeão moral, devido ao que aconteceu na primeira partida da decisão. Mas, convenhamos, time do Luiz Estevão não dá para ficar com esse título.
- A coluna publicada na terça-feira Rubinho o homem-banana provocou a ira de alguns leitores, outros, porém, concordaram. Entre os irados está Rafael Gilioli: Achei o comentário inútil e de total desprezo. Uma verdadeira falta de patriotismo. Na pista ele provou que tem fibra dos campeões, já é o que basta. Já o Wellington diz: Nesta prova eu acho que ele não foi banana. Banana ele foi quando assinou um contrato como este, concordando que ele é inferior ao Michael Schumacher, e pior nem pode correr para ganhar.
- Estava com o cheque assinado para comprar uma Ferrari Testarossa. Desisti.


