NA GERAL
Rubinho, o homem-banana
Cláudio Osti - [email protected]
Desde o momento em que o piloto Rubens Barrichello pisou no freio, poucos metros antes de cruzar a linha de chegada, no GP da Áustria, para dar passagem a seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, num dos momentos mais tristes do esporte mundial, a discussão passou a ser uma só: de quem é a culpa? Em minha modesta opinião são quatro os culpados: Barrichello, Schumacher, Ferrari e Federação Internacional de Automobilismo, a FIA.
Barrichello, um piloto que se destacou em diversas categorias antes de ingressar na Fórmula 1, assinou um contrato que diz que ele não pode ser o primeiro. É o mesmo que obrigar um atacante a não fazer gol, o zagueiro a provocar pênaltis, o boxeador a se deixar nocautear. A assinatura de Barrichello no contrato é a maior prova que ele não tem a fibra dos campeões, não chega aos pés de Nelson Piquet, Ayrton Senna e Fittipaldi. É assinatura de um homem que aceita ser um perdedor. É a assinatura de um homem-banana, traduzindo em linguagem popular.
Schumacher é culpado porque, mesmo sendo um dos maiores pilotos que o mundo já viu, aceita participar do jogo sujo da Ferrari. Ele tem braço para vencer sem precisar se sujeitar ao constrangimento de ganhar uma corrida nos bastidores e não na pista.
A Ferrari, por sua vez, conseguiu mostrar ao mundo o que é o antimarketing. Ironicamente, a fábrica de um dos carros mais cobiçados do mundo por sua velocidade e competitividade, não gosta de competição. Prefere manipular resultados e ouvir a vaia do mundo do automobilismo a ter que enfrentar concorrentes. Será esse o carro que até então era o sonho de consumo de milhões de pessoas? Os italianos continuam tendo orgulho da Ferrari?
A FIA também é culpada por deixar a situação e a enganação chegar a esse ponto. Se não tomar providências e punir a equipe e os pilotos que participaram da marmelada dominical, assinará um atestado de burrice. A Fórmula 1 é um dos esportes que mais atraem patrocinadores que querem ver seus nomes estampados nos carros, autódromos e roupas dos pilotos. Agora qual será o patrocinador que vai querer estar vinculado a uma competição claramente manipulada?
Qual será o patrocinador que estampará sua marca no macacão do Barrichelo, o homem-banana? Que belo presente no dia das mães.
- O Corinthians venceu, com méritos, o torneio Rio-São Paulo. Foi o time mais regular, mostrou qualidade e, melhor de tudo, venceu na bola, sem precisar de ajuda da arbitragem. Se não pipocar deve faturar a Copa do Brasil.
- Já o São Paulo parece que está assumindo sua condição de cavalo-paraguaio.





