NA GERAL
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segunda-feira, 06 de maio de 2002
Cláudio Osti 
Que chorem as viúvas
Cláudio Osti - [email protected]
Dizem que a esperança é a última que morre, mas morre. O cadáver da esperança dos que ainda acreditavam na convocação do atacante Romário foi estendido ontem, num hotel do Rio de Janeiro, para o choro das viúvas. Eu, entre elas. Não que eu imaginasse que Romário seria a solução para o ataque da seleção. Mas, Romário, é sempre uma ótima opção de ataque. Em seu lugar vai o sempre habilidoso e saudável Luizão, que ainda não jogou este ano, mas tem a habilidade de agradar ao técnico e aos médicos. Mesma habilidade que deve ter o Roque Junior que, volta e meia faz o Brasil sambar.
Mas seria impossível agradar a todos. Se assim fosse a lista teria que ter no mínimo uns 150 nomes. Eu, por exemplo, além de Romário, queria ver o França e o Juninho Pernambucano na lista.
Por outro lado é bom saber que o garoto Kléberson de Uraí, norte do Paraná, vai estar lá por méritos. Lá estarão também outros dois paranaenses: Rogério Ceni (de Pato Branco) e Belletti (de Cascavel).
Só resta desejar boa sorte e ter fé.
- Ano 2002: proibido o sexo na seleção. Coisa de gaúcho?
- De manhã os dirigentes dos clubes paranaenses que vão disputar o Supercampeonato discursavam sobre a intenção de fazer um torneio com turno e returno. Desta forma, já que os jogos da seleção serão de madrugada e não atrapalhariam as partidas do estadual, os clubes poderiam garantir um calendário maior, até junho. Parecia que todos concordavam. Até o presidente da Federação, Onaireves Moura. Só tinha um problema. Faltava consultar a TV Paranaense que não concordou, bateu o pé e manteve, como é seu direito, o que estava escrito no contrato. Vai que estraga a grade de programação. Rabo entre as pernas, o jeito foi dizer então tá e voltar para casa.
- O técnico Nelsinho Batista, do São Paulo, deve mudar o esquema de jogo para a próxima partida contra o Corinthians, no domingo. Deve adotar o 3-5-2. Jean e Wilson vão entrar em campo exclusivamente para marcar o zagueiro Emerson, o rei da lambança. Vou debitar na conta dele as cervejas que ando perdendo para os conrintianos.
- De repente, como um foguete (nem tanto assim), carregando o peso de um corpinho de lutador de sumô (quase isso), ele, Amarildo Vieiram diretor de futebol da Apagadinha, digo, Lusinha, pela milionésima vez, invadiu o gramado do Estádio do Café. Ágil como um barril de chope descendo a ladeira, driblou um, dois, três policiais militares. Foi contido poucos segundos antes de cometer a besteira premeditada de agredir o árbitro da partida entre a Portuguesa e o Grêmio Maringá. O Eurico Miranda da Santa Terezinha extrapola a nobre arte da cartolagem e entra para o folclore do futebol londrinense, pela porta dos fundos. Se pressionar a arbitragem ganhasse jogo, a Portuguesa seria campeã Paranaense.


