NA GERAL
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segunda-feira, 29 de abril de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Pssiitt! Silêncio. Quieto. Sem comentários. Nada a declarar. Fechem os portões. Proíbam a imprensa e os espiões. Ninguém entra. Sair pode?
Não, não é clima de Copa do Mundo. Não são os poderosos franceses querendo esconder suas estratégias da sempre perigosa Argentina. Nem Felipão escondendo o que ainda não existe: estratégia e planos de ação.
Baixando um pouco para a terrinha, no simplesinho Campeonato Paranaense, também podemos afirmar categoricamente que não é o técnico Val de Mello, do Iraty, líder da competição, pedindo silêncio, preparando-se para as duas últimas batalhas no Estadual, que podem dar-lhe o título, querendo esconder o que esse time tem que os demais não têm. Ou ainda o Grêmio Maringá, que, num destes percalços do destino, tomou uma tamancada do Rio Branco, em pleno estádio Willie Davids, e precisa fazer planos para tentar ultrapassar o Iraty.
Olhando mais para baixo, agora na tabela de classificação, lá embaixo mesmo, encontramos a Portuguesa Londrinense. Psit. Silêncio. Sem comentários. Ninguém mais tem permissão para entrar no Estádio da Vila Santa Terezinha, local de treinamento da Lusinha.
Depois da sapecada que levou domingo do União (5 a 2), a diretoria da equipe baixou uma norma: ninguém entra. Só o técnico sai.
Se analisarmos a campanha da equipe no Campeonato Paranaense dá para dizer que não é só a imprensa e os espiões que estão proibidos de entrar na Santa Terezinha. O futebol também não pode entrar. E, se tiver algum lá dentro, não pode sair.
Seria uma estratégia para derrotar o Londrina, adversário de amanhã no Estádio do Café? Qual o bote que o novo técnico da Portuguesa, Moacir Cascavel, estaria preparando? Seria apenas para virar assunto na mídia?
Das alternativas, a mais provável é esta última. Curiosamente, um time que sofre tanto com a falta de patrocínio, quando consegue um, esconde a equipe. Não, não e não. Não é piada de português. É piada da Portuguesa.
- Olha, com o Londrina acho que não vai acontecer nada já que a imprensa vai estar presente, mas o que nós passamos em Ponta Grossa não queremos para ninguém. É pressão, agressões, é terrível. Palavras do experiente Betão, técnico do União Bandeirante, depois da vitória de seu time sobre a Lusa, por 5 a 2. Infelizmente Betão estava enganado.
- O regulamento do Rio-São Paulo, em sua fase final, prevê como um dos critérios de desempate o números de cartões recebidos. O time mais indisciplinado de toda a competição, o São Paulo, empatou com o Palmeiras e foi beneficiado por, na semifinal, ter menos cartões. Dá-lhe piada de português.


