NA GERAL
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de abril de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Futebol é um mundo à parte. Do dia para noite jogadores pernas-de-pau viram craques, se tornam celebridades, são a coqueluche da mídia que tem necessidade de encontrar heróis para satisfazer seus leitores. Se o craque da mídia não é craque, a queda é brutal, sem piedade. Da mesmo forma que eram os alvos dos holofotes, voltam à obscuridade.
Dirigentes esportivos sem nenhuma expressão passam a dar entrevistas diariamente, são reconhecidos na rua, são requisitados para programas televisivos. É uma festa. Esbanjam mirabolâncias e idéias de jerico.
É um mundo de fantasia. É um mundo de trairagem. Ninguém é perdoado. Na seleção jogadores se unem para barrar a ida de Romário. Nos times é comum jogadores ou dirigentes derrubarem técnicos.
Ontem, Nelsinho, técnico do São Paulo, jogou a toalha. Cansado da pressão dos novos dirigentes do Tricolor que já vinham anunciando sua substituição disse que não aceita mais ficar no time.
Veja bem, os cartolas do São Paulo anunciaram que ele não iria permanecer no Morumbi na véspera da partida contra o Corinthians pela Copa do Brasil. Debaixo da cartola não deve existir cérebro.
Em Londrina, para não fugir a regra, a trairagem corre solto. Para a mídia os cartolas aparecem de mãos dadas, unidos até o fim. Nos bastidores a maledicência, as chantagens e puxadas de tapete viraram uma constante. Pobre mundo da fantasia. Rico mundo da trairagem.
- O jornalista, escritor e narrador esportivo J.Matheus, da rádio Paiquerê de Londrina, está lançando seu novo livro. É o Onze Contra Onze. Nele Matheus conta histórias verídicas e outras nem tanto sobre o esporte mais popular do mundo. O Onze Contra Onze também é um prato cheio para quem adora aquelas curiosidades sobre futebol.
- Enfim o futebol voltou a dar alegria para o torcedor londrinense. Não o de campo, mas o futsal. Depois de apanhar nas primeiras rodadas o Londrina, do técnico Foca, reagiu e venceu três partidas.
- Apostei no São Paulo e dancei com três latas de cerveja sem álcool. Sorte que não terei de beber. Tomar cerveja sem alcool é o mesmo que jogar futebol sem bola.
- O Paraná está enrolado com o fisco em mais de R$ 9 milhões. Recentemente o Coritiba renegociou uma dívida gigantesca com bancos. Na capital ninguém fala em crise financeira. O Londrina deve pouco mais de R$ 3 milhões entre ações trabalhistas e pendências com o FGTS e INSS. A Portuguesa precisou vender quase doar seu principal jogador, Danielzinho, por simbólicos R$ 40 mil, para saldar dívidas. Pelo menos na pobreza, Londrina e Portuguesa podem dar as mãos.
- Discussão ontem na redação da Folha: Menina foi presa com crack. Craque em Londrina? Impossível. Há muito tempo não aparece um craque por aqui.


