O amor é cego. É o que dizem os apaixonados. Cego num primeiro beijo, quando as mãos se tocam, o cheiro da amada inebria, o afago e carícias mais. Depois quando a paixão vai embora o amor ganha óculos de grau e alguns defeitos aparecem. Para continuar juntos, é preciso relevar, ser paciente, esquecer a conta do cartão de crédito.
Quando o amor é de mãe para filho aí dá para falar, com certeza, que não há óculos que resolva. Nesse caso o amor é cego, surdo, mudo, estúpido e débil mental. Tem mãe que quer ver seu filho médico, empresário, piloto. Tem mãe que quer ver o filho jogador de futebol. O problema ocorre quando a mãe convence o filho a correr atrás da profissão mesmo quando ele não dispõe de qualquer talento para isso. Enquanto é apenas uma brincadeira de criança, é até saudável. Praticar esportes, por exemplo, é sempre saudável. Mas, nem todos devem levar a sério as brincadeiras de infância. A maioria da garotada sempre muda de opinião quando adulta. Quem sonhava em ser médico, vira engenheiro e assim por diante.
Voltemos à mãe. Tem mãe insistente. Ela convence a criança que o garoto sabe jogar bola. Quando ele acredita, mas não tem qualquer talento, é o caos.
Por isso acredito que o problema do Londrina não decorre das dívidas que o impedem de contratar bons jogadores, dos árbitros que, na opinião dos dirigentes do clube, sempre prejudicam seu desempenho nos gramados, da imprensa que insiste em ver a realidade do time e não a ilusão que muitos tentam incutir na cabeça do torcedor.
O problema do Londrina é a mãe. Sim, a mãe. Na verdade, as mães dos jogadores do clube que colocaram na cabeça deles que eles jogam bola o suficiente para serem profissionais. Mães, estas, que devem ter convencido empresários incautos a venderem a imagem de seus filhos para clubes desesperados. Convencem também cartolas que, como todo bom filho, além da sua, também acreditam piamente na mãe dos outros.
Essas mães, pelo menos as mais responsáveis, vendo a catástrofe que virou o futebol do Londrina, poderiam, num ato de compaixão, pedir para seus filhos que acreditam que jogam no Alviceleste, voltarem para casa. Mas sem as chuteiras.
- O diretor de futebol da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira, tem razão. A Lusinha, cada vez mais apagadinha, gastou todo seu brilho contra o Londrina. Depois de tirar o Tubarão para dançar, só tem levado tábua.
- Por falar em luz, Ronaldo desencantou e fez dois gols no final de semana. Quem sabe Ronaldo volta a ser Ronaldo e salva a pele de Felipão.
- O time não tem dinheiro, está em crise, tem um elenco fraco. Mesmo assim os telefones do Londrina não pararam de tocar ontem. Eram técnicos à procura de emprego.
- Dois nomes estão na lista ... negra de alguns dirigentes do Tubarão: Val de Mello e Varlei de Carvalho. Motivos diversos.

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