NA GERAL
Eu vim para somar
Cláudio Osti - [email protected]
Eu vim para somar. Quantas vezes essa frase foi pronunciada por um jogador de futebol? Impossível saber. Curioso. Jogador de futebol não divide, multiplica ou diminui. Jogador sempre vem para somar. Pior é que a maioria, péssimos matemáticos, não somam como querem fazer crer.
Porque será que jogador, em vez de somar, não vem para assumir. É uma questão semântica, mas seria mais produtivo. Assumir a camisa, assumir as jogadas, assumir a responsabilidade, assumir os erros. Ou mesmo falando em matemática, eles poderiam vir para dividir (a bola); diminuir (os espaços dos adversários); multiplicar (as chances de vitória). Mas não. Sempre vem para somar.
Até ontem, quando fechávamos a edição, o Londrina havia contratado 24 reforços para esta temporada. Dos 24, apesar do discurso de somar, a maioria veio mesmo foi para subtrair. Subtrair a paciência do torcedor, do técnico, da imprensa. Por causa disso, 11 deles foram subtraídos do elenco dias atrás.
A questão passa sempre pela matemática. O técnico Freitas Nascimento, por exemplo, depois de fechado o primeiro turno, ainda não sabe ainda quem são os 11. Já experimentou dezenas. Os pontos somados, porém, em 7 jogos, são apenas 10.
Para ser campeão, terá que usar a matemática e somar muitos pontos e exigir que seus jogadores se multipliquem em campo.
- Era evidente e alguns alertaram. A Sul-Minas, da mesma forma que o Rio-São Paulo, não conquistou o torcedor. Essas competições só estão sendo interessantes para a TV. O Coritiba, por exemplo, fora da Sul-Minas, ia ficar mais de um mês sem jogar. Só não vai porque a Federação Paranaense resolveu antecipar algumas rodadas do Paranaense a pedido da televisão, sempre a televisão. Desta forma o tal supercampeonato que reunirá os quatro melhores desta fase com os times que participaram do regional, dará um refresco para o Coxa.
- O volante Vágner, do Celta de Vigo, fez dois gols na vitória de seu time contra o Alavés, por 3 a 1, no último final de semana e assumiu definitivamente a camisa titular. Os pais do jogador moram em Londrina.
- A passagem do jogador argentino Gabini por Londrina, contratado pela equipe local de basquete, foi mais agitada do que a maioria dos torcedores imagina. Dizem que ele não teve culpa mas, na noite anterior a sua partida para a Argentina envolveu-se numa briga numa casa noturna da cidade. Tudo, devidamente, abafado.
- Parece que desta vez ele fala sério. Amarildo Vieira, diretor de futebol e faz tudo da Portuguesa Londrinense diz estar cansado. Se encontrar algum grupo que assuma a equipe deixa o cargo. Mas avisa, não entrega para qualquer um. Foi difícil manter o clube em atividade até agora num nível razoável de profissionalismo e ele não quer ver isso indo por água abaixo.





