NA GERAL
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
Cláudio Osti 
Dia de cão na zaga
Está certo que a profissão de zagueiro não tem o mesmo charme que o de um meio-campo - que atua no espaço mais nobre do gramado -, ou de um atacante que, por mais cabeça-de-bagre que seja, se fizer uns golzinhos de vez em quando, é idolatrado. É certo que a principal função desse jogador é evitar o momento mais bonito do futebol, o gol. Ele entra em campo para destruir as jogadas e, muitas vezes, quando encontra pela frente, até o atacante.
No último final de semana os zagueiros tiveram o que se pode chamar de dia-de-cão.
É uma profissão ingrata. Muito ingrata. Pois vejam: se o atacante dribla e perde a bola, nada acontece; se ele arrematar 10 vezes para o gol e acertar uma, pode sair de campo como herói. E o zagueiro? Se errar lá atrás, o caminho fica livre para o gol. Sobra a ele a execração pública. Zagueiro não pode brincar com a bola como faz os meio-campistas. Se fizer isso será chamado de irresponsável.
O fim de semana foi perverso com a categoria dos zagueiros. No sábado, em Londrina, um defensor do Prudentópolis, deu um presente ao lateral Denis. A bola, depois de uma boa defesa do goleiro, saía para escanteio, aliviando a pressão. O incauto zagueiro, antes que a bola cruzasse a linha de fundo, poucos centímetros longe da trave, trouxe a pelota de volta ao jogo. Deu de graça para Denis que só teve o trabalho de empurrar para as redes, abrindo o placar no Estádio do Café.
Ainda em Londrina, o zagueiro Vanderlei que, momentos antes havia feito um gol de cabeça, também de cabeça fez um gol contra numa dividida com seu companheiro de zaga, Fernandão.
Na partida entre o São Paulo e o Corinthians, o zagueiro Emerson, do Tricolor, fez sua segunda lambança da semana. A área estava congestionada e ele, com o peito, tentou atrasar uma bola para o goleiro Rogério, dando de bandeja a bola para o ataque corintiano. Dias antes, em Florianópolis, ele já havia atrasado uma bola armando um perigoso contra-ataque para o Figueirense.
Domingo também teve confusão na partida entre o São Caetano e o Flamengo. Juan, zagueiro da seleção, recebeu uma bola atrasada, não dominou a tempo e viu o atacante Brandão, ligeiro como ele só, correr para fazer o gol.
Os deuses do futebol não devem gostar de zagueiros.
- Está confirmado. O São Paulo é mesmo um cavalo paraguaio e, veja só, original.
- Muitos corintianos estão ainda acendendo velas para São Dida.
- Essa é do piloto Nelson Piquet, bicampeão mundial de Fórmula 1, no programa Cartão Verde, da TV Cultura: O Galvão Bueno é um ótimo narrador, fala o tempo todo, mas não entende nada de Fórmula 1.
- Como o Londrina é adepto do nunca aos domingos, a diretoria decidiu: as próximas partidas serão no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) às segundas-feiras à noite.


