NA GERAL
Muita gente não gostou da seleção brasileira na partida contra a Iugoslávia, na quarta-feira. Eu gostei. É claro que o placar foi simplório. Mas já dá para ver alguma luz, principalmente aquela vinda dos pés de Ronaldinho Gaúcho e Denilson. Como é gostoso vê-los jogar. Buscando o gol a todo momento, indo para cima dos adversários, driblando sem medo.
Ronaldo, o mais famoso, como era de se esperar, não conseguiu ser brilhante. Nem dava. Futebol não é igual a andar de bicicleta que a gente nunca esquece. No futebol é preciso que o corpo esteja bem preparado, sequência, constância. Sem isso a bola fica quadrada, a canela atrapalha, o cérebro comanda, mas as pernas não obedecem. Mesmo assim Ronaldo, percebe-se, é diferenciado e pode voltar a ser, se não o fenômeno, um jogador respeitável.
Já o Gaúcho, está numa fase extraordinária. Maduro, forte e com uma vontade de mostrar serviço que impressiona.
As laterais, ou alas, como dizem os mais modernos, estão bem resolvidas com Roberto Carlos e Cafu. Na zaga há o temerário Roque Júnior que não consegue passar uma única partida sem cometer alguma lambança na seleção.
No meio temos Emerson. Outro que, com a desculpa de fazer uma marcação mais forte, abusa na violência e se esquece de jogar futebol, coisa que ele tem pouco. Deve acabar perdendo espaço para Gilberto Silva.
Um pouco mais à frente as opções são variadas e de qualidade, com Juninho Paulista, Denilson, Rivaldo, Djalminha.
Luizão, que não é do meu agrado, parece ter carimbado o passaporte. Não gosto de vê-lo jogar, porém é inegável que ele tem faro de gol. Se posiciona bem e não fica com firulas no momento de mandar para a rede. Quase tudo definido, só resta torcer e ver se o Felipão não atrapalha.
- Já dá para chamar de clássico partidas entre Londrina e Portuguesa Londrinense. Provocações durante a semana; respostas mal-educadas; pedidos de raça da torcida; vitória se transforma em alegria como se o time tivesse ganho o título da competição; derrota é sinônimo de crise que gera demissões, rachas na diretoria, reuniões intermináveis, ameaças de troca da comissão técnica.
- O Atlético venceu o campeonato brasileiro. Parabéns. Aí como diz a garotada o time já estava se achando. Os arroubos de soberba começaram já no momento de levantar a taça. O zagueiro Nem foi categórico: Sou o melhor líbero do Brasil. Nem a velhinha de Taubaté acreditou. A torcida pedia Kléber e Alex Mineiro na Seleção. Foi demais. Aí veio a fúria divina. Os deuses do futebol não perdoaram tamanho pecado. O time que estava se achando, depois da derrota para o América de Cali por 5 a 0, agora deve estar se procurando.
- Parodiando o sambista Paulinho da Viola: O Furacão, foi uma brisa que passou em minha vida e meu coração se deixou levar... Outra: Minha viola foi para o fundo do baú, não haverá mais ilusão, quero esquecer ela não deixa, alguém que só me faz ingratidão...





