Vai uma insolação aí?

Cláudio Osti - [email protected]



Domingo meio-dia. As piscinas dos clubes estavam cheias. O termômetro marcava 36 graus. O cheiro de churrasco era sentido em todas as partes. Muita água para hidratar e cerveja para desidratar. Na zona norte de Londrina, pouco mais de cem pessoas, sentadas na arquibancada do Estádio do Café. Deviam ter brigado com a patroa, no mínimo.
No gramado os jogadores da Portuguesa Londrinense e Iraty, obrigados por suas diretorias, corriam de um lado para outro em busca dos gols que poderiam garantir mais três pontos na tabela de classificação. O sol castigava sem piedade. O desgaste dos atletas era visível. Os dirigentes também deviam ter brigado com suas patroas. Só isso pode justificar a marcação de um jogo para iniciar às 11 horas em pleno verão.
Segundo os dirigentes da Portuguesa, a justificativa para expor os atletas ao risco de insolação é que neste horário a mídia dá mais atenção ao time. Certo. A mídia dá mais atenção? É questionável. O que não é questionável é que o torcedor paga o pato. Não há respeito com ele. Se quiser ver a Portuguesa jogar tem que brigar com a patroa e arriscar pegar uma insolação.
Mas se os dirigentes fazem lambança, os jogadores estão honrando a camisa da Lusinha. Duas vitórias, um empate e uma derrota e a vice-liderança da competição. O técnico Manoel Rodrigues parece ter acertado a mão. Até o sonolento Robert anda jogando mais acordado e fez um belo gol contra o Iraty. Se ele ficasse com os dedos na tomada durante todos os jogos seria um atleta com um belo futuro.
- O Grêmio bateu seu maior rival no Paraná com méritos. Fez dois gols e cozinhou o Tubarão. Sem maiores sustos.
- Já estão dizendo que o Londrina deveria marcar seus jogos para o meio de semana. Não há futebol aos domingos com a camisa alviceleste.
- Outra alternativa seria trocar os tempos: o segundo começar antes do primeiro, já que a equipe só consegue atuar bem na segunda etapa.
- Houve uma reclamação em Maringá de que o árbitro terminou a partida aos 45 do segundo tempo. Não dá para entender a reclamação. Deveriam ter agradecido ao árbitro, afinal, no passado recente do Tubarão, o que o time tomou gol aos 46, 47, 48 do segundo tempo não é brincadeira. Vai virar folclore.
- O São Paulo Está sobrando na Copa Rio-São Paulo. A tabela entre Reinaldo, Kaká e França, que resultou no gol desse último, foi uma pintura.
- o Atlético Paranaense entra em campo hoje tentando provar que realmente é um time que merece estar na elite do futebol brasileiro. Uma derrota para o Bolívar, em La Paz, pela Taça Libertadores, arremessa a equipe para o grupo dos medíocres.

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