NA GERAL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Não, não era ele. Podia parecer, mas não era. Ele próprio, o original, confirmou e reafirmou que não era ele. A camisa azul era igual, a calça era igual, as bochechas eram iguais, o corte de cabelo também, até a barriguinha. Mas com certeza não era ele.
Há poucos dias foi divulgado pela revista cientifica britânica Nature, em sua edição na internet, a informação de que havia nascido uma gata, criada a partir de uma célula de uma gata adulta. A notícia mostra que a clonagem está caminhando muito rapidamente. Tão rapidamente que, menos de duas semanas depois do anúncio da gata clonada, temos no Paraná a notícia do presidente clonado. Do presidente do Londrina Esporte Clube, mais precisamente. O clone, não o da TV Globo, mas o do presidente do Londrina, foi mostrado em várias emissoras no domingo.
Segundos depois de o árbitro da partida entre o Tubarão e o União Bandeirante, terminar o jogo no domingo o clone do presidente Osvaldo Sestário Filho invadiu o campo e desferiu um pontapé no bandeirinha que, durante a partida, havia feito uma marcação errada contra o alviceleste. A cena foi grotesca. Logo depois o presidente do Londrina, o verdadeiro, disse ao jornalista Rubens Fernando Cabral, da CNT, que não havia sido ele o autor do chute. Depois de ver repetidamente a imagem gravada pela TV fica claro que não foi Sestário quem deu o pontapé no bandeirinha. Foi o clone dele. Afinal não entra na cabeça de nenhum torcedor que o presidente de um clube de tradição, uma advogado conceituado, entre no gramado depois de uma partida oficial de um campeonato entre clubes profissionais para dar um pontapé em alguém. Realmente não foi ele, foi o clone, não é à toa que estamos no século 21 e não mais no século 20 quando isso ainda acontecia. Não, não foi ele. Ah, ia esquecendo. O pessoal da revista Nature quer conhecer o clone londrinense para publicar um artigo sobre o tema.
- Em apenas duas rodadas o Campeonato Paranaense dá mostras que será bem curioso. Não tecnicamente pois ninguém investiu e o nivelamento é por baixo. Mas pela diversão que as partidas proporcionam. Domingo no Estádio do Café, 11 horas da manhã - tem que dar um prêmio para o gênio que definiu este horário para partidas de futebol - a Portuguesa Londrinense enfrentava o Rio Branco de Paranaguá. No segundo tempo, partida empatada em 1 a 1, o técnico Valdir Peres, do Rio Branco jogou mais uma bola no gramado, justamente no momento em que o time dele partia para o ataque com chances de fazer gol. Foi expulso de campo e vaiado à exaustão. Pensando bem, com essa onda de clone, não seria ele também um clone? Ou um técnico que já foi goleiro da seleção brasileira, campeão brasileiro pelo São Paulo, atrapalharia o ataque do próprio time? Salvem-se todos, os clones estão soltos....


