Escalar o monte Everest é uma façanha. Poucos conseguiram e muitos morreram tentando. Pisar no solo lunar então é uma façanha incontestável. Mas o que pode realmente ser considerado uma façanha? Conquistar a Ellen Roche seria uma? Depende do grau de dificuldade. Para os mortais comuns, com certeza seria.
A façanha foi o tema discutido ontem na editoria de esporte aqui da Folha no final da tarde. O motivo era a vitória do Londrina sobre o Goiás no Estádio Serra Dourada em Goiânia, pela Copa do Brasil. Na partida anterior, no Estádio do Café, em Londrina, o time da casa fizera um grande jogo e a partida terminara empatada em 4 a 4. O Goiás, que chegara a Londrina com a determinação de conquistar a classificação já na primeira partida, saiu de campo desolado.
Os motivos são muitos. A equipe do Londrina tem uma folha de pagamento irrisória, pouco mais de R$ 40 mil por mês; não tem estrelas na equipe e é sabido que o potencial técnico dos jogadores é limitado.
O Goiás, ao contrário, é um clube bem estruturado, com recursos financeiros, um técnico caro e que está naquela faixa intermediária buscando um lugar entre os maiores do Brasil.
Mais um motivo: depois do empate com o Goiás, o Tubarão fez uma partida ridícula contra o Iraty. Tão ridícula que o técnico Freitas Nascimento ficou feliz de a equipe ter conseguido empatar.
Aí o time vai a Goiânia e dá um tombo no Goiás. Depois da partida a torcida goiana queria linchar os dirigentes do seu time. Não acreditavam que o poderoso Goiás havia perdido para aquela equipe do Paraná, ainda em formação.
Então, dá para considerar a vitória uma façanha? Sim, porque o Goiás está na primeira divisão do Brasil e tem uma baita estrutura. Não porque, apesar do nome e da estrutura, a equipe goiana tem um grupo mediano... Na verdade bem verdadeira, dá para ficar uma semana discutindo para não se chegar a conclusão alguma.
Agora, uma coisa é certa, derrubar o Cruzeiro, com Edilson, Sorín e companhia, isso seria uma façanha. Ou alguém quer discutir?
- De Coxa-branca para coxa-bamba. Coisas do futebol.
- As companhias aéreas estão preocupadas. Temem perder passageiros palmeirenses. Eles chegam no aeroporto, olham para o avião, observam a ASA, e tremem.
- Depois da derrota do Grêmio para o Prudentópolis, por 3 a 2, no último domingo, a torcida maringaense tem certeza de que quem vai pagar o pato é o Iraty, no domingo. Só falta avisar o Iraty.
- Nem bem começou o Paranaense e lá está a Portuguesinha chorando as velhas pitangas. Quer jogar na Vila Santa Terezinha e a Federação não deixa. Tem à disposição o Estádio do Café que, apesar da sujeira, está entre os melhores do País. Vai entender. Falta lenço para tantas lágrimas.
deosti sercomtel.com.br

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