Feijão preto, linguiça, pés, orelhas e rabo de porco, carne de sol, paio, umas folhas de louro, acompanha couve refogada, arroz, torresmo e um pouco de pimenta. Tudo isso regado a caipirinha para abrir o apetite e uma cerveja bem gelada para arrematar. Uma delícia. Chega a dar água na boca. Mas, depois de comer uma boa feijoada ninguém passa incólume. O sono vem, as pálpebras caem, o cérebro parece que fica envolto em nuvens. O remédio para isso é conhecido por muita gente. Nada como uma boa soneca, daquelas de babar no travesseiro - o ronco também é permitido - para que tudo comece a voltar ao normal.
O local para exercitar o sono deve ser bem escolhido. Pode ser a cama, o sofá da sala, até de baixo de uma árvore. Campo de futebol não está entre os locais mais adequados.
Não se sabe se os jogadores do Londrina almoçaram feijoada no domingo como chegou a dizer um torcedor em entrevista à Folha depois da partida contra o Iraty no estádio do Café. Mas é certo que eles estavam com todos os sintomas.
O torcedor olhava da arquibancada e só via um grupo de jogadores confundindo o uniforme alviceleste com pijama. Faltou só a touquinha, mas como o calor era forte, a peça tornou-se desnecessária.
Só mesmo a boa e tradicional feijoada para explicar a malemolência dos jogadores do Londrina. Parece castigo. O time faz uma grande partida ( 4 a 4 contra o Goiás pela Copa do Brasil) e na sequência, quando a torcida se anima é aquele banzo.
O Iraty, ao contrário, deve ter feito uma refeição leve, saladas e frutas. Os garotos correram uma barbaridade e só não saíram com uma vitória do Estádio do Café devido a precária pontaria do ataque.
- O Londrina viaja hoje para Goiânia. Precisa vencer o Goiás, na quarta-feira, para continuar na Copa do Brasil. Tomara que o hotel não sirva feijoada.
- Campeonato Estadual motiva a torcida. Domingo, cada vez que era anunciado no sistema de som do Estádio do Café os gols do Prudentópolis sobre o Grêmio Maringá, a torcida do Tubarão delirava. Nada como a velha e saudável rivalidade de volta.
- E foi o Grêmio quem mais chiou na rodada. O motivo foi a anulação de um gol de Josildo pelo bandeirinha Cléber de Jesus e confirmado pelo árbitro Maurício Batista dos Santos. A alegação é de que um atleta do Grêmio havia colocado a mão na bola. Não colocou. O árbitro e os bandeirinhas tiveram que sair escoltados para fugir da irada torcida do Galo.
- Casca de amendoim, papel velho, garrafas de água, lixo para todo lado. Depois do lastimável jogo entre Londrina e Iraty, a sujeira no Estádio do Café foi o assunto mais comentado na segunda-feira. Como andam dizendo os jornalistas que acompanham o esporte em Londrina, isso é o típico fator PT: Parou Tudo.

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