NA GERAL
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2002
Cláudio Osti 
Ontem em Londrina havia uma legião de arrependidos. Não, não eram pecadores. Bem, alguns eram. Mas isso não vem ao caso no momento. Os arrependidos eram os torcedores do Londrina que não foram ao estádio do Café na noite de quarta-feira com medo da chuva. Realmente a noite estava estranha. Já no final da tarde o sol desapareceu, as nuvens negras tomaram conta e a água veio sem piedade. Talvez para lavar a alma dos desvios do carnaval. Na praça esportiva a desconfiança se a iluminação não iria pifar - preocupação procedente já que um dos esportes mais praticados no Café, depois do futebol, é o furto de fiação elétrica. As bilheterias da geral não funcionaram por falta de luz.
Mas nem todos se intimidaram. Na arquibancada estavam cerca de 3 mil bravos torcedores. O Londrina entra em campo, nove anos depois, para disputar uma partida pela Copa do Brasil. Torneio diferenciado já que é mata-mata do começo ao fim. Para quem joga em casa, na primeira fase, perder a primeira partida por um gol de diferença é o caos. Perder por dois de diferença é a eliminação.
Mas lá está o Londrina, em campo. Do outro lado o Goiás. Um time de tradição, folha de pagamento alta, série A do Campeonato Brasileiro, em plena atividade, disputando o campeonato goiano e a Copa do Centro-oeste. A bola rolou e o coração do torcedor disparou tantas foram as alternativas apresentadas. Foi um 4 x 4 para encher os olhos. O Londrina começa na frente, o Goiás vira o placar e chega a estar vencendo por 3 a 1. O Tubarão mostra os dentes, provoca uma nova reviravolta fazendo 4 a 3. Haja coração. Aí, para fechar a noite, provação dos cardíacos, o empate do Goiás chegou aos 47 minutos. Jogão. Para colocar a foto na moldura, guardar a fita com os melhores momentos. Para mostrar aos torcedores que ficaram em casa que o Tubarão vive.
- O jogador Kléber colocou a boca no mundo. Está cansado de ser substituído durante as partidas pelo técnico Geninho. Até o ano passado ele era unanimidade na Baixada. Como se vê, era.
- O Palmeiras enfrentou horas e horas de vôo para enfrentar o ASA, em Alagoas. Luxemburgo, técnico do Verdão, depois de tantos anos de futebol, ainda não aprendeu que nunca se deve menosprezar o adversário. Lição merecida. Depois da derrota por 1 a 0, asa, nem de frango no cardápio do Palmeiras.
- Sem as estrelas do Estado, o Campeonato Paranaense começa neste domingo prometendo festa e o renascimento dos clássicos regionais. Os times investiram pouco mas a rivalidade deve esquentar os gramados de todo o Paraná.


