É hora de fazer a cabeça

''Se macumba valesse alguma coisa campeonato baiano terminava empatado''. Essa frase dita inúmeras vezes nos meios esportivos mostra bem que no futebol vale quase tudo para ficar com o caneco. Quem já não viu jogador procurando entrar no gramado com o pé direito, se benzer, usar a mesma cueca, mesma caneleira...
Uma vez estava entrevistando o técnico Urubatão Calvo Nunes, na época dirigindo o Londrina, e perguntei-lhe se ele acreditava em macumba no futebol. Ele garantiu que não, mas disse que o misticismo anda de mãos dadas com o esporte mais praticado no Brasil. ''Olha, você chega no centroavante do time adversário e diz que foi feito uma mandinga para que ele quebre a perna durante a partida e pronto. Está feito. O cara, mesmo não acreditando, vai ficar com aquilo na cabeça e isso irá tirar a concentração dele. É batata'', dizia Nunes.
Esse tipo de guerra de nervos acontece o tempo todo. É a tal da psicologia. Seja pela provocação feita entre jogadores, torcida ou dirigentes. Quando o Fluminense iria jogar na Baixada, o atacante Roger usou e abusou da mídia para dizer que o Atlético era uma equipe violenta. Na óbvia tentativa de influenciar a arbitragem. Não deu certo.
Agora é a vez do São Caetano. Os jogadores andam reclamando que os torcedores do Rubro-Negro vibraram demais na vitória de seu time na primeira partida da decisão. É lógico que a torcida vibrou até não mais poder. Foi um partidaço. o Atlético saiu de campo com uma vitória por 4 a 2. O que os jogadores do Azulão queriam, que a torcida atleticana chorasse?
Na verdade tudo não passa mesmo de jogo de nervos. Jair Picerni, técnico do São Caetano deve estar falando todo o dia na cabeça de seus atletas: ''Viu, os caras estão comemorando o título antes da hora. Isso não pode ficar barato''. Tudo para motivar o grupo.
Como se pode ver, para colocar o time ligado em campo, comendo a grama, mordendo calcanhares, vale tudo: de macumba a psicologia de vestiário. Vale o caneco


- Se tudo der certo, e todos torcem para isso, a Portuguesa Londrinense começa hoje uma nova fase. Mesmo com poucos recursos o time vem se mantendo e dando exemplo que é possível, com bom gerenciamento, disputar competições sem depender do poder público. A parceria com a empresa do jogador Cafú, pode dar a injeção financeira que o time precisava para dar um salto de qualidade.

- O Londrina já passou por muita turbulência em sua história. De um ano e meio para cá as coisas se acalmaram. O presidente Agostinho Garrote, que está deixando o cargo foi o principal responsável por isso. Com um jeitão despachado mas sempre muito ponderado, esse ex-seminarista pavimentou o caminho para que o clube tenha um futuro melhor.

- O novo presidente, Osvaldo Sestário em entrevista exclusiva à Folha fala sobre seus projetos e o que espera do time. A entrevista será publicada na edição deste domingo. Só para adiantar Sestário garante que o time está deixando a fase do ''coitadinho'' para se transformar numa equipe mais valente dentro e fora dos gramados.

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