NA GERAL
O que vale mais no futebol: ter vários craques no time ou possuir uma equipe com conjunto? Não há dúvida que o assunto é polêmico. Quem não gostaria de ver jogando no seu time craques como Edmundo, Rincón, Alex ou ainda Petkovic, Edilson e Juan. Os três primeiros foram uma decepção no Cruzeiro. Os três últimos não conseguiram classificar o Flamengo no campeonato Brasileiro.
Já os dois clubes que estão na final do brasileiro, São Caetano e Atlético Paranaense, não possuem estrelas mas têm um esquema tático solidário. Os atletas são extremamente aplicados. Sabem como se posicionar e o que fazer em campo. Poucos times conseguiram unir as duas coisas: craques e esquema tático. Alguns, como o São Paulo de Telê Santana Cafú, Raí, Muller e Zetti e o Flamengo de Paulo César Carpegiani com Raul, Júnior, Leandro e Zico marcaram época.
Mesmo sem a presença das manjadas estrelas dos gramados brasileiros, a primeira partida entre o São Caetano e o Atlético, pela final do Campeonato Brasileiro, encheu os olhos de todos os torcedores. Ninguém sentiu falta dos famosos craques.De um lado o Rubro-Negro com a sua sede inesgotável para fazer gols. Do outro o Azulão, mais comedido, mas não menos entusiasmado.
O jogo, um dos melhores disputados em finais nos últimos anos, conseguiu outro efeito além de agradar a torcida: calar a boca de parte da imprensa esportiva que não admitia ''dois pequenos'' disputando uma final. Logo que conseguiram a vaga para a decisão pipocaram matérias e artigos em vários jornais, principalmente do eixo Rio-São Paulo, com uma indisfarçável dor de cotovelo. Questionavam o tamanho dos estádios, o número de torcedores que estaria nessas praças, a segurança, tamanho da chuteira dos atletas, se a cerveja estaria gelada, o sal na pipoca...
Depois do show dos jogadores no gramado da Arena da Baixada, do show das duas torcidas o que há para questionar?
- Tem coisas que só acontecem no Brasil. O Correio lançou um selo em homenagem aos 20 anos da conquista do campenoato mundial Interclubes pelo Flamengo. Era o time de Zico, Adílio, Leandro, Júnior e companhia. Advinhem de quem é a imagem estampada no selo? Nada mais nada menos do que Romário que só muitos anos depois vestiria a camisa do time profissional do Flamengo. O Correio é sério candidato ao mico do ano.
- Geninho, técnico do Atlético Paranaense, é a bola da vez. O passe do treinador subiu para as estrelas e está sendo cobiçado por Palmeiras, Corinthians e outros mais. Nada como uma boa campanha.
- O Londrina não sabe ainda no que vai dar a briga pela vaga na Sul-Minas, mas garante que sapatear o quanto puder.
- A Portuguesa Londrinese promete grandes novidades para o campeonato paranaense de 2002, entre elas, parceria e time de ponta. Resta saber se é só garganta ou se os cartolas tem mesmo respaldo no cofre.
- O campeão da série A-2, o Águia de Mandaguari, surpreende de novo. Depois da conquista histórica para a cidade, resolveu desistir de participar da A-1. Vai entender!





