Todo mundo é Rubro-Negro?

Duvido

Foi só alguém dizer que o Atlético é o Paraná na final do Campeonato Brasileiro e já vieram as vaias. O Atlético é o Atlético na final do Brasileiro, nada mais do que isso. É certo que muitos paranaenses vão, por alguns momentos, querer vestir a camisa do Rubro-Negro. Mas nem os mais otimistas acreditam que os fanáticos torcedores do Coxa e do Paraná Clube, do Londrina e Grêmio Maringá, vão torcer para o time da Baixada. Seria um sacrilégio.
No futebol esse sentimento bairrista se esvai. O que pesa é o sentimento clubista. Gozar o adversário, fazer brincadeiras, piadas. Não me recordo de levas de atleticanos comemorando pelas ruas o título brasileiro conquistado pelo Coritiba, em 85, na final contra o Bangu, no Maracanã. Muito pelo contrário. Aquele título doeu no coração dos atleticanos.
O Rubro-Negro está na final por seus próprios méritos. Fez uma campanha brilhante mesmo sem dispor de craques em seu time. O que mais impressiona nesta equipe dirigida por Geninho é a fome de atacar. Característica parecida com a de seu adversário, o São Caetano, de Jair Picerni.
É a melhor participação do Atlético em campeonatos brasileiros, mesmo assim, que não espere a solidariedade e a energia positiva dos torcedores dos times paranaenses. Para muitos, melhor do que ganhar, é gozar os perdedores. Faz parte da cultura do futebol.

- O Londrina não pretende desistir tão facilmente da vaga para a Copa-Sul Minas. Ontem a briga foi em Curitiba, por sinal, faltou pouco para o diretor de marketing do Londrina, Peter Silva, ir para as tradicionais vias de fato com o advogado do Malutrom. Ninguém sabe ao certo como tudo isso irá acabar. mas pelo jeito não acabará bem. O Malutrom diz que tem direito à vaga porque foi o quarto colocado no estadual. Em 99 o Londrina foi o quarto colocado na competição e nem por isso ficou com a vaga na Sul-Minas. Teve que disputar um seletivo, vencido pelo Grêmio Maringá.

- Caso o Malutrom fique com a quarta vaga, o Londrina diz que paralisa a competição. A briga vai ser feia, mas está na hora dos clubes lutarem pelos seus direitos.

- Mesa redonda aos domingos é sempre uma festa. Tem candidato a governador (Álvaro Dias), fazendo campanha política agora como o arauto da moralidade no futebol. Tem jogador (Marcelinho) chorando mais uma vez e pedindo para voltar para casa (Corinthians). E dá-lhe discussão.

- As agências de notícias estão menosprezando a decisão do campeonato brasileiro deste ano. Tratam o Atlético Paranaense e o São Caetano como reles times medianos. É certo que as duas equipes possuem apenas torcidas locais e não nacionais como alguns grandes clubes. Porém é fato também que se número de torcedores ganhasse jogo, Flamengo e Corinthians dividiriam todos os títulos em disputa e o Malutrom não seria convidado nem para jogo de bolinha de gude.

- Gustavo Kuerten termina o ano como segundo do mundo. Depois de um início de temporada arrasador, relaxou um pouco. Melhor que Guga terminar em uma ótima posição é constatar que hoje já são seis jogadores entre os 150 melhores ranqueados. É o país do tênis.

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