Festa de rico

Virou mexeu e os três times de Curitiba, mais a quarta equipe que for disputar a Copa Sul-Minas conseguiram ficar de fora da primeira fase do Campeonato Paranaense de Futebol. Isso significa, num primeiro momento, que a primeira fase da competição não terá os mesmos atrativos.
Sem os clubes da capital, a patrocinadora do evento dificilmente terá interesse em transmitir as partidas da primeira fase. O que é ruim para os clubes pequenos.
Mas não há quem bata o pé. O interesse de todos os clubes é o mesmo: dim-dim. Paraná, Atlético e Coritiba preferem disputar a Sul-Minas porque a cota de patrocínio é muito maior do que a do Paranaense. Já os times pequenos estão apenas preocupados em sobreviver mais uma temporada e o dinheiro da TV, mesmo que seja pouco, ajuda a acertar as contas no final do mês. Enquanto isso o futebol sofre. Aliás, parece que nestes acordos, a única coisa que não desperta interesse dos cartolas é fazer bom futebol.
O campeonato perde em competitividade, perde em emoção. Os primos pobres vão se bater para poder entrar na festa dos grã-finos.

- O técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari, não teve tempo para treinar o time mais uma vez. Já fala em empatar com a Bolívia em La Paz. Espera jogar com o regulamento debaixo do braço. O problema é que o futebol prega peças insondáveis.

- O Atlético Paranaense está impossível. Vem demonstrando regularidade nas últimas partidas. A sobriedade de Geninho, ao contrário do estrelismo de Mário Sérgio, vem fazendo bem ao Rubro-Negro que praticamente garantiu sua passagem para a próxima fase.

- O zagueiro Vanderlei, do Londrina, pode ser comparado a Obelix, parceiro de Asterix, personagens criados pelos franceses Albert Uderzo e Goscinny. Nada a ver com o peso de Obelix, mas com a força excessiva que ele possui. Obelix é o terror dos romanos que lutam para conquistar uma pequena aldeia na gália. Vanderlei deve achar que todos os jogadores adversários são romanos que precisam ser combatidos, melhor dizendo, abatidos. É raro a jogada em que o zagueiro não erra na dose e atrapalha o time ao receber cartões e mais cartões por faltas violentas. Domingo não foi diferente. Levou um amarelo e um vermelho.
Lá vem o Vanderlei... e mais um romano, digo, um adversário abatido.

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