Ele estava no banco, quietinho, com poucas esperanças de jogar. Poucos dias antes tinha até conversado com familiares, estava desanimado, queria deixar o grupo, ir embora. Em pouco mais de 40 minutos a sorte do atacante Anselmo, do Londrina, mudou e ele reescreveu a história do jogo. Entrou no final do primeiro tempo na partida contra o Criciúma para dar mais mobilidade ao ataque do Tubarão e virou herói. Marcou um, dois, três gols.
Centelhas de lucidez num campo encharcado, por causa da forte chuva em Criciúma, que podem impulsinar a carreira do jogador. Não é todo dia que se faz três gols numa partida.
Para o técnico Freitas Nascimento uma ótima dor de cabeça. Anselmo será titular ou continua no banco? Mesmo tendo feito três gols em uma única partida não dá para avaliar um jogador. É preciso regularidade. Mas uma coisa ele provou: não é bobo. Aproveitou a oportunidade e agora quer mais. Tem todo o direito de reivindicar mais espaço no time, cabe ao treinador resolver a questão e a nós, dar palpite.
A estrela de Anselmo é mais um item a ser somado na boa fase do Londrina. O time fez um primeiro turno decepcionante. Perdeu, deu vexame, foi criticado e vaiado à exaustão pela torcida.
De repente, sem grandes mudanças no elenco, o Tubarão, que estava com problemas de personalidade, achando-se uma mera sardinha, resolveu mostrar os dentes. Está invicto há sete partidas. Venceu 4 e empatou 3. Fugiu do rebaixamento e está de olho na classificação.
O que aconteceu? Será que os jogadores reaprenderam a jogar? Nada disso. A principal responsável pela mudança no time chama-se diretoria. Os diretores do Londrina, mesmo quando a fase estava brava, resolveram apostar na capacidade do técnico e no potencial do elenco. Deram tranquilidade para o grupo trabalhar.
O time continua limitado tecnicamente, com duas ou três exceções. Mas há algo no Londrina impossível de ser encontrado num time como o Cruzeiro, por exemplo: humildade. Os jogadores sabem de suas limitações e estão praticando um futebol solidário. Se o grupo se mantiver assim, sem inventar ''mirabolâncias'' com a bola, ela também se manterá solidária.
- Curitiba não fala em outra coisa: o clássico Atletiba. É o principal confronto do futebol paranaense. Nada melhor do que a rivalidade local. Você sair de casa de manhã e poder tirar um sarro no amigo que torce pelo time adversário. E ainda querem acabar com os campeonatos estaduais. São pessoas que, possivelmente, nunca viram a saudável rivalidade entre os times de Londrina e Maringá, Bandeirantes e Cambará, Cascavel e Foz do Iguaçu, que fazem a festa do maior esporte praticado no Brasil.
- O futsal tem lotado o ginásio de Toledo, sede das finais dos Jogos Abertos do Paraná. É uma verdadeira festa popular.
- O São Paulo anda dando tanto vexame que além de laranjas podres, estão sobrando pepinos, nabos e cositas afins lá pros lados do Morumbi.

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