NA GERAL
Muita gente acha que técnico bom é aquele que não atrapalha. Com a ruindade de boa parte dos ditos professores até que há uma certa razão nisso. No futebol brasileiro hoje temos alguns exemplos interessantes. O São Caetano, no papel, é um time sem estrelas. Mesmo assim é líder do Brasileiro. Então qual a diferença? Talvez esteja naquele senhor irritadiço que fica berrando no pequeno espaço riscado ao lado do campo. Jair Picerni é um bom técnico sem dúvida. É o melhor? É discutível.
O que é indiscutível é que ele conseguiu dar um equilíbrio tal à sua equipe que mesmo sem ter grandes talentos surpreende a cada rodada. Coisa que outros 'professores' não conseguiram mesmo tendo material humano melhor.
Outro técnico que parece estar acertando a mão é Geninho, do Atlético Paranaense. Antes de retornar ao Paraná ele estava dirigindo o Santos. Deixou o ''Peixe'' mesmo sem ter perdido qualquer partida na competição. No Atlético, fez baixar a poeira levantada pelo seu antecessor, Mário Sérgio - que acusou jogadores de gostarem mais dos refletores das boates do que da Baixada - ajustou algumas peças e o time deslanchou chegando ao terceiro lugar na tabela. O próximo passo de Geninho será fazer com que o time se imponha mais quando jogar no Estádio Joaquim Américo. A pressão da torcida, que deveria intimidar os adversários, atordoa o Rubro-Negro que, mesmo vencendo os últimos confrontos, dá a nítida impressão que não se sente à vontade no estádio.
Outro que está colocando o time nos trilhos é o técnico do Londrina, Freitas Nascimento. Começou a competição aclamado pela torcida, sofreu críticas quando a equipe estava por baixo, em último lugar na tabela da Série B, e voltou a ser aplaudido pela galera com a recuperação nas últimas rodadas.
Mais do que estratégias mirabolantes, equipes vencedoras são aquelas que conseguem juntar várias pontas. Um dos pontos principais é o que se convencionou chamar de grupo fechado. Quando jogadores, técnico e diretoria se entendem, movidos pela cooperação mútua, sem estrelismos - coisa rara neste meio.
- O bandeirinha Rubens Berton, que trabalhou na partida entre o Londrina e o XV de Piracicaba, fez de tudo para prejudicar os dois times. A única vantagem da atuação dele é que ninguém pode acusá-lo de comprado. É pura ruindade. Ele cansou de erguer a bandeira marcando 'perigo de gol'.
- Dida começou bem no Corinthians. Só buscou duas vezes a bola no fundo da rede.
- O São Paulo, a continuar a maré, terá que se contentar com o título do Rio/São Paulo. Nelsinho estaria entrando no rol dos prestigiados?
- Na Série C, o técnico Val de Mello, que foi recebido com certa reserva pela torcida de Irati, anda tirando alguns coelhos da cartola. Retornou do Rio Grande do Sul com o 'emborna' cheio de preciosos pontos.
- Isaías, goleiro do Londrina, debaixo da trave é seguro e eficiente. Quando sai do gol é o próprio Titanic, pronto para o desastre. Tem torcedor do Tubarão sugerindo que, juntamente com o ingresso, seja vendido também seguro saúde para os que têm coração fraco.





