Mais de 48 minutos do segundo tempo 2 a 1 para o visitante. Primeira vitória fora de casa. É a consolidação da recuperação do time. Os torcedores que acompanham a partida pelo rádio, todos com os dedos cruzados, mas já fazendo festa. Falta só o apito final. O repórter, à margem do gramado, já está com a pergunta engatilhada: ''É o momento da arrancada para a classificação?''
Aí, quando ninguém mais esperava, entra em campo o improvável, o molho que faz do futebol o esporte mais imprevisível e apaixonante. No último suspiro da partida, o goleiro atravessa o campo, vai para a área adversária e, num lance inusitado, salta e desvia, de cabeça, a bola para o fundo da rede, salvando o time da casa de uma derrota e jogando água fria na cabeça do visitante.
Em todo vestiário deveria ter, escrachada na parede, em letras garrafais, a famosa frase: ''O jogo só termina quando acaba''. Os técnicos, por sua vez, em toda preleção com jogadores, em todo discurso deveriam repetir aos seus comandados: ''O jogo só termina quando acaba''. De novo: ''O jogo só termina quando acaba''. Nada mais correto. Nada mais presente neste esporte cheio de armadilhas.
O técnico do Londrina, Freitas Nascimento, estava ontem ainda com a cabeça inchada. Com razão. Os jogadores do Tubarão são considerados profissionais. Não são mais garotos ingênuos. Até porque ingenuidade no meio futebolístico é crime. Se são profissionais, porque o time consegue a proeza de tomar um gol aos 49 minutos do segundo tempo e ainda feito pelo goleiro adversário? Pior do que isso é que neste campeonato da segunda divisão, é a terceira vez que o time perde pontos preciosos nas mesmas circunstâncias. Vacilo nos últimos minutos. Parece aquela piada da loira que encontra uma casca de banana e vai logo dizendo: ''Ih, uma casca de banana, vou cair de novo!!''.
- O São Paulo é um time curioso. Quando tudo parece caminhar bem, leva aquela porrada. Ontem no Morumbi, diante de arquibancadas vazias, tomou outro chega-pra-lá, agora do Grêmio. Nelsinho está próximo da guilhotina.
- Depois da goleada de anteontem sobre a Ponte Preta, o Atlético mostra que é um candidato à classificação. Agora não dá para entender porque o time não consegue se impor em casa. É comum o Rubro-Negro afroxar na Baixada.
- Notícia boa em Maringá. Empresários se organizam para fortalecer o Grêmio no Paranaense de 2002. É ótimo saber que eles estão deixando de lado a Prefeitura, que não tem obrigação de patrocinar times de futebol, e buscando um novo caminho.
- Se em Maringá as coisas vão andando, em Londrina a polêmica começa a despontar sobre o novo comando do time em 2002. Parece que ninguém quer ser presidente do clube. O interessante é que a situação hoje é muito melhor do que nos últimos anos.
- Rubens Barrichello não quer a ajuda de Michael Schumacher para ficar com o título (?) de vice-campeão. Pelo jeito ele quer chegar por último sem a ajuda de ninguém.

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