NA GERAL
Quase uma unanimidade quando assumiu a Seleção, o técnico Luiz Felipe Scolari anda passando maus bocados, principalmente na mão de setores da imprensa. Felipão é o que é. Retranqueiro e bate-estaca. Não vai mudar. E foi por isso que foi convidado a dirigir a estrelada seleção num momento em que poucos tiveram a coragem de assumir a nau errante.
Acertou em algumas coisas errou em outras, diga-se de passagem, como todos os seus antecessores, e está próximo de classificar o time para a Copa de 2002. Mais do que a pressão por resultados e a da torcida, a principal cruz que Felipão anda carregando chama-se imprensa.
A imprensa esportiva é apaixonada, bairrista. A última pedrada contra o treinador foi arremessada no domingo a partir de um fato banal. O técnico Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 94, questionado pelo comentarista Márcio Guedes, do Rio, sobre a possibilidade de assumir a Seleção, disse que o momento era de Scolari, que ele, por sua vez, estava bem no Internacional etc. O comentarista insistiu tanto que, no final da entrevista Parreira admite que, se um dia o cargo estiver vago e ninguém quiser assumir, ele poderia repensar. Não disse nada de mais. Qualquer técnico que se preze tem esse sonho.
Mas foi o que bastou para criar o clima de guerra. Na entrevista coletiva, após o jogo contra o Chile, alguns jornalistas jogaram a batata quente no colo de Felipão. Foi colocado a ele que Parreira estaria trabalhando para pegar seu lugar sendo que em nenhum momento a matéria do jornalista Márcio Guedes, publicada num jornal do Rio, mostrava isso. Não havia nem insinuação.
Ninguém é obrigado a gostar do estilo do técnico Scolari, nem mesmo concordar com sua estratégia para chegar a Copa. Agora superdimensionar balelas só para derrubar o cidadão é demais.
- Por falar em desestabilizar, o técnico do Londrina Freitas Nascimento, fez um desabafo depois da vitória do Tubarão contra o Caxias, no sábado. Parece estar cansado de apanhar da mídia durante a semana para ser afagado na segunda-feira.
- Não é só Nascimento. Alguns dirigentes do Londrina não aguentam mais a pancadaria. ''Ajudar ninguém ajuda, agora ir para trás da latinha e ficar batendo é fácil''.
- O animador de auditório escalado para o jogo da Seleção Brasileira, no Estádio Couto Pereira, deveria repensar sua função. Ele provocou alguns constrangimentos ao tentar animar a torcida, principalmente a feminina.
- A Portuguesa Londrinense está fazendo uma promoção - costela assada em fogo no chão - para ajudar a fechar as contas da Segundona paranaense. Não está fácil trabalhar com futebol.
- Se a torcida do Londrina não colaborar e começar a comparecer aos jogos da equipe, os dirigentes do Tubarão vão acabar tendo que seguir o exemplo da Lusinha.
- O ex-vereador e dirigente do Londrina, Célio Guergoletto, está iniciando um trabalho em Cambé, ajudando a reativar o Cambé Atlético Clube.





