Todo ídolo já teve seu dia de perna-de-pau e todo perna-de-pau já teve seu dia de herói. No futebol, com jogos duas a três vezes por semana, atleta de prestígio vive numa constante montanha-russa. Ninguém escapa. Nem mesmo ele, Romário.
Dois jogos. Vaias, faixas na arquibancada, revide e uma cena inusitada. Parte da torcida do Vasco que assistia o jogo de seu time contra o Bahia, no domingo, pediu que o árbitro expulsasse Romário.
A relação é de amor e ódio. Romário fez história no Vasco e com certeza será lembrado como um dos melhores jogadores que vestiram a camisa da cruzmaltina. Então o que acontece? É certo que, ultimamente, Romário está jogando mais com o nome do que com as pernas. Não é mais o mesmo. Corre pouco e espera o último segundo para dar o bote. Ás vezes dá certo, às vezes não.
Mas vaiar Romário e aplaudir Odvan, só pode ser brincadeira de mal gosto. Está certo que o baixinho não leva desaforo para casa e fez gestos obscenos para a torcida que estava pegando no seu pé na partida do meio de semana.
Nesta montanha-russa, quem não tem equilibrio cai. Romário, que nunca foi bobo, sabe que em pouco tempo será aclamado de novo, só depende dele, mesmo assim faz tipo. Devolve com a mesma moeda.
Trégua, com certeza, só virá com gols. Mas, independente da fase que ele atravessa hoje ninguém nunca conseguirá tirar seu nome da história do clube.

- O técnico Paulo Bonamigo, do Paraná Clube, parece que encontrou o caminho das pedras. Sábado colocou o Tricolor do Morumbi na roda. Só não goleou o São Paulo, impondo uma vitória mais vexatória, por erros na finalização das jogadas. O fato é que o São Paulo, que parecia ter um time mais equilibrado, não conseguiu sair da marcação imposta pelo Paraná e deixou claro que precisa melhorar muito se quiser ir para as finais.

- O zagueiro Nem, do Atlético, consegue surpreender cada vez que entra em campo com a camisa rubro-negra. Seu currículo, cheio de expulsões por motivos banais, agora terá também que conter mais uma anotação: a síndrome de papai-noel. O presente que ele deu para o Lúcio da Portuguesa, foi de uma infantilidade raramente vista em times profissionais.

- Os jogadores do Arapongas merecem aplausos. Mesmo com três meses de salários atrasados, entraram em campo e mostraram porque chegaram à final com o Águia.

- Mais aplausos ainda merece a equipe do técnico Roberto Fonseca. Não é todo dia que um time conquista um título invicto, ainda mais na terceirona que é uma pedreira atrás da outra.

- Contratado para levar o Matsubara para a segunda divisão, o técnico Varlei de Carvalho não deixou saudades em Cambará.

- Rubens Barrichello deveria se benzer. Quando não é obrigado a ficar atrás do alemão por causa do contrato a equipe atrapalha. Domingo ele tinha tudo para vencer. Daí os mecânicos se atrapalharam no pit-stop e lá foi Barrichello, agora, atrás de Montoya. Só pode ser mau-olhado.

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