NA GERAL
A Seleção Brasileira pode jogar às 20 horas contra a Argentina. Parece retaliação da CBF contra a Globo que expôs as mazelas da entidade que gerencia o futebol brasileiro e de seu principal dirigente, o empresário Ricardo Teixeira.
Está certo que não dá para torcer nem para a Globo nem para o Ricardo Teixeira, mas a briga da emissora com o dirigente veio em boa hora por pelo menos dois motivos. O primeiro deles é a exposição do ''currículo escolar'' do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Um homem público que tem muito o que explicar para a Justiça brasileira como ficou comprovado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol realizada no Senado. O outro lado é a famigerada lei imposta pela Globo de que partida de futebol tem que ser depois da novela das 8 horas. As partidas às quartas-feiras começam às 21h45, inclusive jogos da seleção. É um horário indecente para a maioria dos torcedores.
A não ser para uma pequena casta que não precisa acordar cedo para pegar no pesado, o torcedor comum sofre. Se tudo corre bem, a partida termina às 23h30. Até deixar o estádio, pegar o carro ou o ônibus e chegar em casa, com certeza passa e muito da meia-noite. Para quem tem que acordar antes das 7h para chegar ao trabalho às 8h é um drama.
O horário das 21h45 pode ser ótimo para a TV, mas é péssimo para a torcida. É pedir para que o torcedor não compareça para ver seu time, para ajudá-lo, para prestigiar o espetáculo. Até parece que torcedor não faz parte do espetáculo quando, na verdade, ele deveria ser o objetivo principal do evento.
Neste Brasileirão, então, virou bagunça. Tem jogo às 14h, às 15h, às 17h, às 19h.
Pior do que isso. O calendário muda ao sabor do vento. Jogos programados para a tarde são transferidos para a noite ou vice-versa no maior desrespeito ao torcedor.
Em breve o público pode ser proibido de entrar nos estádios. Afinal, aquele monte de gente com a camisa de seu clube do coração gritando, pulando nas arquibancadas, com bandeiras enormes, comendo pipoca e amendoim torrado. Sem torcida fazendo festa o dia seguinte seria bem mais tranquilo, sem arquibancada para limpar.
Hoje, para os obtusos dirigentes, a torcida é um mero detalhe. Em breve, talvez, nem isso seja mais.
- Alguém tem que avisar aos dirigentes, comissão técnica e jogadores do Londrina que a Copa João Havelange já acabou. Quem sabe eles não estão precisando se conscientizar de que não é proibido ganhar jogo. É só olhar para os adversários. Eles estão ganhando.
- Tanto tempo sendo sardinha, pelo jeito o time já não sabe mais o que é ser tubarão.
- Ontem presidentes de várias federações foram ao Rio prestar solidariedade ao cartola-mor Ricardo Teixeira. O ilibado Onaireves Moura esteve lá.
- O Roma/Apucarana pode estar indo para o beleléu. O empresário João Wilson Antonini, o Kiko, está sendo procurado por emissários do Grêmio Maringá e pode trocar de cidade. Viraria Grêmio/Roma de Maringá?





