NA GERAL
Bola que é bola, daquelas redondas, que rolam pelos gramados, deveria estar, ontem, com medo de passar pela reapresentação do Londrina no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). O motivo não poderia ser mais justo. A coitada sofreu demais no sábado no Estádio do Café. Foi maltratada, espezinhada, judiada, humilhada. Se bola tem vergonha na cara, se é que bola tem cara, ia passar uns tempos longe das camisas alvicelestes. Bola não é mulher de malandro, precisa ser tratada com carinho, com respeito.
Perder faz parte da brincadeira. Mas perder da forma que perdeu, de 5 a 2, para um time, na melhor das hipóteses, mais ou menos, é duro de engolir.
Apesar da torcida ter ficado irritada, a tal ponto de pedir a mudança de técnico, sempre há um lado positivo. É apenas a segunda rodada e não há motivo para pânico. A não ser que o futebol do Londrina seja aquele apresentado no sábado. Se for, é motivo para pânico, desespero, choro, ranger de dentes, lágrimas.
O fato é que o time todo foi mal. Do goleiro ao atacante a atuação foi risível, principalmente para os torcedores do União São João. Esses devem estar rindo às gargalhadas até agora.
Outro problema para o técnico Freitas Nascimento enfrentar: dois jogos três expulsões. É demais. O jogador Ricardo fez uma falta desnecessária e recebeu cartão amarelo. Pouco depois segurou um adversário no meio do campo. Outro cartão, desta vez vermelho. É para dar infarte em treinador e pedir para ser vaiado.
Jeito tem, mas não dá para vacilar. É só recordar o que aconteceu na Copa João Havelange em 2000.
- Esta é de palmeirenses: Além do uniforme normal, os jogadores do Corinthians estão reivindicando um outro equipamento ao clube: um pára-quedas. É para cair com mais suavidade na tabela de classificação.
- O Coritiba salvou a lavoura dos clubes paranaenses no fim de semana. Vencer o Cruzeiro não é mole.
- Parece que ninguém no Paraná Clube foi escoteiro. O lema 'Sempre Alerta', deveria ser escrito em letras garrafais no vestiário do time para que os jogadores, antes de subir o túnel para o gramado, não cometam aquela bobagem de ficar discutindo com a arbitragem enquanto os palmeirenses corriam e faziam mais um gol em cima do tricolor.
- O Matsubara vai ter que amargar mais um ano na terceirona. Mais um indicativo de que tradição não ganha jogo. O Águia de Mandaguari, disputando sua primeira competição, deu um chega pra lá na equipe cambaraense.
- O técnico Roberto Fonseca, que começou a nova carreira na Portuguesa Londrinense, entrou para a história de Mandaguari ao conquistar uma vaga para o Águia na segunda divisão.
- Mesmo não sendo apaixonado pela Fórmula 1 não dá para ficar alheio à conquista de Michael Schumacher. Não há, no momento, ninguém que faça sequer sombra ao alemão.
- Rubens Barrichello é um bom piloto, mas falta a ele aquela centelha de maluquice sempre visível nos pilotos fora de série como Fittipaldi, Piquet e Senna, só para citar os brasileiros. É uma pena.





