NA GERAL
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Cláudio Osti 
Tamanho é documento? Quando eu vi a Seleção Brasileira Sub-20 no Mundial da Argentina confesso que fiquei assustado. Era um time de gigantes, média de 1,85 m de altura. A equipe, como todos sabem, caiu diante da Seleção de Gana. Na final, a Argentina ficou com a taça. Como deu para perceber, só tamanho não adianta nada. Estou tocando neste assunto porque muitas escolinhas de futebol estão prestando um desserviço para este esporte que ainda acho ser o mais democrático.
Essas escolinhas vêem o baixinho tocando na bola e já o excluem porque não tem tamanho para enfrentar os robocops que estão sendo criados nesses gramados artificiais. Privilegia-se a força em detrimento da habilidade.
No futebol, na minha opinião, a única posição que exige um pouco de altura é a de goleiro, e olhe lá. Nas demais é pura besteira. Vejamos: um dos maiores zagueiros da atualidade é Gamarra. No meio campo temos Juninho Paulista. No ataque, Romário. Todos passam longe do 1,80 m. Alguém questiona a qualidade deles? Alguém trocaria Gamarra por João Carlos - ex-Corinthians -, na orelha? Ou ainda, Romário por Jardel?
Até bem pouco tempo o principal ídolo do Londrina era Nelsinho. Do alto de seu 1,52 m incendiava a defesa adversária, armando jogadas e fazendo gols importantes para o Tubarão. Só este ano o Londrina testou vários jogadores na mesma posição. Nenhum deles tem a mesma versatilidade que Nelsinho. Outro exemplo: Rodrigo Batata. Este jogador, do Malutrom, foi um dos destaques do Campeonato Paranaense deste ano.
Olhando para a Segundona temos duas outras revelações. O atacante Brandão, do União Bandeirante, que atuou pelo Grêmio Maringá, campeão da competição, é alto e artilheiro. Já na Portuguesa, vice-campeã, o pequenino Daniel, carregou o time nas costas por um bom tempo. Foi emprestado para o Grêmio e pode se dar bem se o técnico Tite olhar apenas para seu futebol e não para seu tamanho.
Se altura garantisse qualidade técnica eu, que tenho 1,90 m, seria craque, no entanto, tenho plena consciência que nunca vou passar de um simples e comum peladeiro, para minha tristeza, mas para a alegria dos adversários.
- Wanderley Luxemburgo voltou a ser o que era. Domingo dizia no programa Cartão Verde da TV Cultura que sua vida tinha sido devassada e ninguém provara nada contra ele. Mentira que o treinador tenta pregar para que todos esqueçam que ele próprio assumiu ter sonegado impostos, usar identidade com idade adulterada etc. Mui bonzinho esse tal de Luxa.
- Depois da roupa suja lavada em público - o goleiro Rogério Ceni x o presidente do Tricolor Paulo Amaral - o São Paulo conseguiu a façanha de cair na vala comum.
- Braço, cabeça, habilidade. Guga está impossível.
- Bernardinho é o mais novo arroz-de-festa das mesas-redondas dos domingos à noite. Merece. Depois da conquista da Seleção Brasileira Masculina na Liga Mundial ele está com tudo e está prosa.
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