NA GERAL
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
Cláudio Osti 
Duas centelhas de brilhantismo e dois gols. E foi só. O limitado Guilherme faz jogada com o sempre nas nuvens Alex e a bola vai para o fundo das redes. Quase uma eternidade depois, o inconstante mas atrevido Denilson relembra seus tempos de São Paulo e faz um belo gol. E foi só. Mas valeu. Se alguém disser que a Seleção Brasileira jogou bem contra o Peru deve ter visto outra partida. Ou então não se lembra mais o que é uma Seleção Brasileira de verdade em campo. Como adversário, o Peru, time que tem como um de seus principais jogadores o atacante Lobaton, aquele que esteve no Atlético Paranaense, não pode ser levado a sério. O problema é que, pelo menos por enquanto, o nosso time também não pode ser levado muito a sério. Em todo o caso foram os primeiros três pontos conquistados pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Amanhã o adversário será o Paraguai. Quem sabe se, mais leve depois da goleada, o Brasil não volta a ser o Brasil.
- Ninguém merecia mais o título da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense do que o Grêmio de Maringá. Fez uma campanha impecável. Não houve estrelismo no elenco. Contou com uma torcida que parece ter redescoberto o prazer de ir ao estádio e tem tudo para ser um dos grandes times do Paraná.
- Na outra ponta tem a Portuguesa Londrinense. Também de parabéns por ter conseguido voltar à primeira divisão mas sofrendo de uma crise de identidade sem tamanho. Durante todo o campeonato a equipe técnica fez de tudo para arrumar o time em campo, colocar os melhores jogadores para atuar, achar a posição de cada um. E o que acontece na última semana de treinamento quando o time teria a obrigação de mostrar por que chegou tão longe? Os dirigentes do clube liberam jogadores para outros times, retiram titulares para disputarem campeonatos de juniores. Veja bem, tudo isso às vésperas da decisão de um título. Nas piadas de português, tem o dono de restaurante que fecha para o almoço, o dono de motel que coloca nome de santo em seu estabelecimento e agora podemos também incluir o time de futebol que faz tudo para ser vice e não campeão.
- Quer mais uma da Portuguesa? O time, depois de consolidar o nome no futebol do Paraná, agora quer trocá-lo por um outro mais identificado com a cidade. Seria estratégia de marketing de português? Só falta agora parar com o futebol e se transformar num time de rugbi.
- Essa é pelo puro prazer de provocar. O Corinthians está treinando em Extrema (MG). Cidade vizinha, dizem, de Extrema Unção.
- O Londrina viajou para Primeiro de Maio. Na bagagem de Freitas Nascimento, técnico do time, deve ter ido uma bola de cristal. O que não falta é indefinição. O calendário está indefinido, como também as datas e a forma da competição. O time, seguindo a mesma linha, também está. Mas o torcedor já conhece a escalação: goleiro; lateral-direito, zagueiro, quarto-zagueiro e lateral-esquerdo; volante, meia-direita, meia-esquerda, Nem, atacante e atacante.
- Se em Londrina existe indefinição, em Curitiba os três times da cidade padecem do mesmo problema. Não há novidades para o torcedor que começa a se preocupar com as chances de seus clubes na competição nacional, se é que ela vai acontecer.
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