NA GERAL
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quinta-feira, 05 de julho de 2001
Cláudio Osti 
Mais dois times tiveram que colocar pantufas na noite de quarta-feira: Cruzeiro e Coritiba. Quando cheguei aqui na redação, os dois torcedores do Coxa foram logo dizendo: pega leve na coluna. Nem precisava falar. Os jogadores do Coritiba, com exceção do atacante Enilton, que demonstra qualidade técnica, são, no máximo, comuns. Para chegar a ser considerado grande, além de títulos, é claro, falta ao Coritiba e aos demais clubes do Paraná, aqueles jogadores diferenciados como França e Rogério Ceni no São Paulo; Marcelinho e Ricardinho, no Corinthians; Edilson, Gamarra e Petckovic, do Flamengo, para citar alguns exemplos. Diferenciados, mas não craques, que fique bem entendido. São esses jogadores que, no momento de decisão, fazem a diferença, mudam o panorama da partida.
Outro aspecto que é importante é o peso da camisa. Uma camisa comum quanto pesa? Duzentos gramas? Quando se fala em futebol, em muitos casos, a camisa pesa toneladas. A camisa do São Paulo pesou muito mais na partida de quarta-feira. Não que o Tricolor tenha um time muito superior ao do Coxa, longe disso. Mas por alguma razão, no momento do pega-pra-capar, o time do Coritiba, mais uma vez, deu-se por satisfeito de estar partipando da competição. Preferiu ser coadjuvante a ganhar o Oscar como ator principal. Síndrome das coxas bambas.
- Dirigentes de várias federações de futebol descobriram o óbvio: sem os principais clubes participando dos estaduais, as competições esvaziam e eles perdem poder político. Ontem estavam na CBF fazendo pressão para mudar tudo de novo. No futebol brasileiro, o definitivo nunca dura mais do que alguns dias. Para os clubes do Paraná, como ficou provado mais uma vez, agora na Copa dos Campeões, abandonar os estaduais é uma temeridade. Times vivem de títulos. Como os clubes são frágeis comparados com os grandes times brasileiros é de se esperar uma grande entressafra de títulos. Isso significa perda de torcida, de crédito. Quanto tempo os torcedores do Atlético, Coritiba e Paraná vão aguentar sem levantar uma taça?
- O melhor programa do futebol paranaense neste final de semana é acompanhar as finais da série A-1. Portuguesa Londrinense e Grêmio Maringá jogam sábado no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). Os dois estão classificados para a divisão principal de 2002, mesmo assim o jogo deve pegar fogo. Além da rivalidade tradicional entre as duas cidades, há o fato de os dirigentes dos dois clubes estarem fazendo barulho para promover a partida.
- Amarildo Vieira, dirigente da Portuguesa, anda tão tenso que quando as pessoas passam por ele e dizem bom dia ele já vem reclamando: Bom dia por quê? Quem disse isso?
- No Londrina, o técnico Freitas Nascimento anda tendo insônia para encontrar a formação ideal. Domingo tem mais um teste contra a Desportiva. Tem jogador que, se não suar sangue, vai para a lista do abatedouro.
- A empresária Hortência já não sabe mais a quem recorrer para manter o time do Paraná Basquete vivo. Mais um pouco e ela desiste de vez.
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