A partida de domingo entre o Corinthians e o Grêmio, decisão da Copa do Brasil, serviu como uma luva para o novo técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari. Para quem está pegando um time com a auto-estima no chão, o técnico pode mostrar a fita do jogo para seus atletas e bater naquela velha máxima de que não se vence na véspera. E até usar isso para motivar o time. E motivação é o que mais falta aos jogadores.
Depois do empate em dois gols em Porto Alegre não havia corintiano que não dava o título como favas contadas. Com certeza o chope já estava gelando. Mas ficou mesmo na garganta o gosto amargo e quente do chimarrão.
E o que o Grêmio teve de diferente do Corinthians para vencer o jogo? Aplicação tática, solidariedade e, principalmente, motivação para ganhar. De nada adianta ter nas mãos ótimos jogadores, criar esquemas táticos mirabolantes se os atletas não estiverem motivados, mordendo a bola, buscando a vitória a todo o instante.
Os times que conquistaram títulos com Scolari tinham como características a pegada e a aplicação. O difícil será convencer alguns do grupo que é importante jogar com o coração. Pelo caráter autoritário que Scolari demonstra é de se prever que haverá alguns conflitos com as estrelas. Porém, se ele conseguir transmitir o espírito guerreiro que o brasileiro está esperando dos jogadores, é bem possível que tenhamos dias melhores.
- O que falar do jogador Rivaldo. Na Seleção é criticado pela imprensa e pela torcida brasileira por causa de suas apagadas atuações. Quando está com a camisa do Barcelona faz até chover. Domingo contra o Valência ele fez três gols. O último deles, uma bicicleta espetacular, digna de ser revista centenas de vezes. Jogada, aliás, concluída fora da área. Se Rivaldo tiver a liberdade que Felipão diz que vai dar a ele, e uma atuação como a de domingo for repetida com a camisa da Seleção, vira rei do Brasil.
- Como diz a letra daquela música: Churrasco com chimarrão, fandango, trago e mulher é disso que o povo gosta, é isso que o povo quer. Menos corintiano, é lógico.
- Se no Nordeste o Carnaval fora de época é tradição, no Sudeste o Corinthians também quer lançar moda: o Natal fora de época. Na primeira partida o goleiro Maurício foi o Papai Noel. Domingo o bom velhinho esteve representado pelo zagueiro João Carlos.
- Todo sacoleiro sabe que, pela Ponte da Amizade, fronteira do Brasil com o Paraguai, não é preciso apresentar passaporte. Talvez seja esse o caminho...
- Grêmio Maringá, Portuguesa Londrinense, Cataratas e Ponta Grossa. Três vagas em jogo para a primeira divisão. Quem vai dançar?
- Não adianta sapatear. O Londrina vai, novamente, entrar numa competição com um time baratinho. Sem grandes contratações. O jeito é confiar na estrela e no pulso do técnico Freitas Nascimento que tem um bom crédito com a torcida.
- O ônibus da Seleção quebrou na serra. Para chegar à granja Comarí, em Teresópolis, alguns jogadores pegaram carona com viaturas da polícia. Para quem queria um time ‘bandido’, o começou não poderia ser melhor.

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