Não se pode dar sopa para o azar. O Atlético Paranaense que vinha honrando seu apelido de ‘‘Furacão’’ durante todo o campeonato Estadual, tem que se cuidar para não se transformar em uma simples brisa neste final de competição. O time de Flávio Lopes está dando baldes de sopa. Em dois jogos não conseguiu sair de um empate com o Paraná. Pouco para quem enche o peito e diz ser o melhor time do Estado. É bom lembrar que tanto na Sul-Minas como na Copa do Brasil, o rubro-negro começou atropelando e terminou atropelado.
Com a torcida que tem, a pressão que ela faz, o time tem obrigação de render mais em seus domínios. Desde que foi construída, a nova Baixada tem se transformado num calvário para o Atlético. Nas entrevistas que antecedem as partidas nesse estádio, os jogadores adversários sempre mostram temor. Mas, minutos depois de pisar no gramado, já parecem se sentir em casa. Foi mais ou menos o que aconteceu no domingo, no segundo jogo da decisão Paranaense e, antes disso, no meio da semana, contra o Corinthians quando deu adeus à Copa do Brasil.
O Paraná Clube, técnicamente inferior ao rubro-negro, deu a maior canseira no time da casa. Pressionou e mostrou que ninguém ainda tem o direito de afirmar para qual clube irá o troféu.
Já o Paraná tem demonstrado um poder de reação muito grande. Na semifinal passou apertado pelo Coritiba e agora quer colocar água no chope do Atlético.
Sábado vamos saber quem estará no pôster da Folha.
- O título até que foi merecido. Fez a melhor campanha, brigou mais e levou o caneco. Agora que a decisão do Paulista foi um tédio sem fim não tenha dúvida. Tem toda aquela história de que a vantagem do Corinthians era muito grande, que o Botafogo não poderia reverter, etc. Mas o jogo foi muito chato. Indigno de uma decisão. Tão emocionante como jogar paciência.
- Com o título conquistado no domingo, Zagallo já pensa em prorrogar sua carreira por mais uns cinquenta ou sessenta anos. O gol de Petkovic mostrou que o coração do velho lobo está mais forte do que nunca. Vamos ter que engoli-lo.
- Apesar das confusões a Portuguesa Londrinense vai faturando seus adversários e chegando mais perto da primeira divisão.
- Zé Carioca, no gibi, rende boas gargalhadas. Zé Carioca, jogando futebol, como fica evidente em cada time por onde esse jogador passa, também rende boas gargalhadas.
- O árbitro Cláudio Luiz Pacheco, que apitou Grêmio de Maringá e Ponta Grossa, mostrou que está em plena forma física. Poderia até participar das Olimpíadas, nos 100 metros rasos. É só soltar os jogadores do Ponta Grossa atrás dele.
- Tirando a comicidade da cena, vergonha o que fizeram com o Pacheco em Ponta Grossa. Alguns jogos da Segundona estão se transformando em campo de batalha.
- Parece incrível, mas dirigentes do Londrina estão indo ver atletas atuarem antes de contratá-los. É uma evolução. O erro é menor. Até recentemente as contratações eram feitas por telefone, no chutômetro.


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