Na coluna de terça-feira defendi que a TV deveria mostrar a final do Campeonato Paranaense e não a Paulista ou qualquer outra final. A reação dos leitores foi interessante. O tema, como poderia se esperar, ainda mais se tratando de paixão pelo futebol, provocou uma saudável discussão. Recebi vários e-mails, entre eles o do advogado Walter Bittar. Carioca de nascimento, Bittar mudou-se para Londrina e passou a torcer pelo Tubarão. Para ele ‘‘a continuar a preferência pelos times do eixo Rio-São Paulo, o cidadão (envergonhado de ser pé-vermelho talvez(!?)) movido por vaidade (encoberta pela desculpa da questão cultural) prefere a ‘fantasia’ de ser um torcedor de um time que (a grande maioria) sequer conhece o estádio, pertence a outra região e não é a sua realidade’’. Bittar defende que é necessário mudar a postura e passar a defender as cores da terra.
Na outra ponta, recebi o telefonema do torcedor Jefferson Barros, que mostra ser anticuritibano até debaixo da unha. Barros afirma que o futebol não impõe fronteiras e tem uma certa hierarquia. ‘‘Temos os grandes de São Paulo, do Rio, de Minas e o resto é tudo japonês.’’ Ele não admite ter que assistir à final do Paranaense. Corintiano, lembra que na região Norte do Paraná a maioria torce por clubes paulistas e não aceita ter que ‘‘engolir’’ os curitibanos.
Isso prova que o assunto sempre vai gerar polêmica. Eu continuo achando que o Paraná precisa encontrar, preservar, e enaltecer sua identidade. Não só no futebol como também na música, nas artes, enfim, sua cultura.
- Não é pegação no pé, mas o Atlético Paranaense precisa de um chacoalhão. Mais uma vez não conseguiu provar que é grande fora da divisa do Paraná. É só pegar um time um pouco mais qualificado que o rubro-negro se limita a enfiar a viola no saco para ir cantar em outra freguesia. O que acontece com o time? Construiu um dos melhores estádios do País mas nele seus jogadores não conseguem se impor. Dá para contar nos dedos de uma das mãos quantas defesas perigosas fez o goleiro Maurício, do Timão.
O Atlético mais parecia um banguelo com um pedaço de carne na boca. Ia de um lado para outro mas, na hora de morder, nada.
- O Atlético deveria mudar o nome do seu estádio para PDS. Arena não está dando certo.
- Furacão ou uma leve brisa de outono?
- O senador Alvaro Dias, que tanto defende o Malutrom, agora terá mais um motivo para isso. Hoje acontece uma solenidade na sede do clube para filiação de diversas pessoas ao PSDB. Virtual candidato ao governo do Paraná, Dias deve estar atrás dos votos da imensa torcida do Malutrom.
- Mesmo sendo presidente da CPI que investiga o futebol, Dias continua pedindo favores ao presidente da CBF Ricardo Teixeira?
- O Cataratas, que disputa a série A-1, não quer mais jogar no estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina, nem em Marechal Cândido Rondon. Alguém tem que avisar os dirigentes do clube que para jogar no Maracanã, ou o Cataratas disputa o campeonato estadual do Rio ou o Campeonato Brasileiro da primeira divisão.

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